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domingo, 5 de abril de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (10)

Etapes do processo de desenvolvimento do padrão de marcha aqui ilustrados neste filme de um programa da Rua Sésamo. Filme exemplar e brilhante.

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (9)


DESENVOLVIMENTO DO PADRÃO DE MARCHA - IDEIAS - CHAVE


O padrão motor central (CPM) demonstrado logo no início das primeiras horas de vida (“stteping”) e mesmo na vida intra-uterina (kicking), é modificado, aperfeiçoado, refinado para uma versão mais flexível e adaptada ao meio gravitacional por um conjunto de factores relacionados com:

1) o desenvolvimento da força muscular;
2) a coordenação neuromotora;
3) o desenvolvimento do controle postural e equilíbrio
4) a maturação neurológica;
5) a biomecânica da postura bípede


O desenvolvimento da marcha enquanto padrão neuromotor é indissociável do desenvolvimento do controle postural e da coordenação motora.


O desenvolvimento do controle postural e da força muscular (em termos quantitativos e em termos qualitativos) constituem as condições indispensáveis para que a marcha enquanto capacidade locomotora possa emergir, consolidar-se e desenvolver-se, potenciando outras dimensões do desenvolvimento da criança.

Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas
R`Equilibriu_us, Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508 / 917231718
raulov@netcabo.pt

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (8)

MATURAÇÃO DA MARCHA AUTÓNOMA (1)

A eficiência da marcha melhora progressiva e lentamente entre os 12 e os 24 meses de idade mas só atinge os padrões cinemáticos e dinâmicos da marcha do adulto por volta dos 6/7 anos


Factores que distinguem a marcha como um padrão maturo ou imaturo
Sutherland e colaboradores (1980)


1. A DURAÇÃO do APOIO UNIPODAL AUMENTA (melhoria do equilíbrio e controle postural dinâmico)

2. A VELOCIDADE da MARCHA AUMENTA com a idade desde o 1 ano até aos 7 anos;

3) A CADENCIA da MARCHA DIMINUI gradualmente com a idade. A redução mais rápida na cadência surge entre o 1º e o 2º ano.
4) O COMPRIMENTO do PASSO AUMENTA. Este parâmetro está directamente relacionado com as mudanças da altura e do comprimento dos membros inferiores.
5) A PROPORÇÃO entre a LARGURA do CORPO ao NÍVEL da PÉLVIS (“pelvic span”) e a LARGURA dos PASSOS no MOMENTO do DUPLO APOIO. Importância da dissociação das cinturas pélvica e escapular e da mobilidade do tronco associada a este factor

6. O “contacto do calcanhar” no início da fase de apoio aparece com consistência por volta dos 2 anos de idade . Os pré-requisitos incluem o refinamento do controle motor, força, equilíbrio dinâmico para manter a estabilidade numa área mais pequena de contacto (calcanhar) e exige igualmente um controle dinâmico do joelho mais afinado.


Wyatt (1990) associou mais 2 características na maturidade do padrão neuromotor da marcha:

a) A DISSOCIAÇÃO das CINTURAS (“Reciprocal arm swing”) escapular e pélvica
1º ano de idade – não há dissociação de cinturas (tronco em bloco)
65% das crianças de 18 meses apresentam dissociação e entre os 2 e 3,5 anos a % sobe para 92 e 98%. Aos 4 anos, todas as crianças apresentam DISSOCIAÇÃO o que OPTIMIZA A EFICIÊNCIA DA MARCHA


b) O CONTROLE DINÂMICO do JOELHO desde os primeiros instantes da fase de apoio até à fase média de apoio (“Knee flexion wave”) –
Quando se dá o contacto com o calcanhar, cria-se um momento de flexão que necessita de ser controlado dinamicamente pelos extensores do joelho
Contribui para o amortecimento e a transmissão de forças.

CONTROLE DINÂMICO DO JOELHO - 1 ano - menos de metade das crianças apresentam essa característica, mas por volta dos 18 meses essa percentagem sobe para 75% e está estabelecida por volta dos 2 anos.
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sábado, 4 de abril de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (7)

EMERGÊNCIA DA MARCHA AUTÓNOMA (3)

A emergência da marcha autónoma é a expressão ou o resultado de um processo de desenvolvimento/refinamento do controle do equilíbrio e da postura gradualmente mais eficientes

O desenvolvimento do controle postural e da coordenação motora são processos simultâneos, indissociáveis, interdependentes que se “alimentam” um ao outro

A MARCHA AUTÓNOMA POTENCIA TODAS AS OUTRAS DIMENSÕES DO DESENVOLVIMENTO AMPLIANDO AS POSSIBILIDADES/OPORTUNIDADES DE APRENDIZAGEM

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MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (6)


A maturação da locomoção independente


À medida que a criança cresce e se desenvolve, a estrutura corporal também sofre mudanças:

A força muscular aumenta, melhoram os processos de coordenação, dá-se a maturação neurológica e a experiência da marcha faz parte do jogo da descoberta do mundo que se vai refinando pela própria prática.


As alterações mais significativas nos primeiros 4 meses pós primeiros passos autónomos e sem assistência (Bril e Breniere, 1993)

A) Diminuição do tempo de duplo apoio ao longo da idade

B) Aumento do comprimento do passo e diminuição da largura do mesmo (base de apoio mais estreita) .

C) Integração progressiva do controle postural e do equilíbrio em situações dinâmicas da marcha.

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MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (5)


EMERGÊNCIA DA MARCHA AUTÓNOMA (2)

A base de apoio da criança no início da marcha autónoma é alargada por razões estruturais e por razões de estabilidade dinâmica.


A estabilidade mediolateral é adquirida primeiro e só depois a estabilidade antero-posterior


Os factores condicionantes da habilidade de manter a posição de pé e da locomoção bípede são:


1) Força suficiente na musculatura extensora para suportar o peso do corpo, sobretudo em apoio unilateral;

2) Mecanismos de equilíbrio dinâmico eficientes;

3) Estabilidade axial (tronco) e dos segmentos proximais (cintura pélvica e anca)
Características comuns da marcha da criança no 1º ano de vida (Sutherland e outros, 1980)

1) A elevada cadência (frequência dos passos);

2) A ausência de dissociação das cinturas escapular e pélvica;

3) Padrão global de flexão (joelho/anca) na fase de apoio (a extensão completa só é conseguida mais tarde por volta dos 4/5 anos);

4) Inclinação lateral pélvica (“tilt”) e abdução das ancas na fase oscilante;

5) Existe também uma flexão plantar do pé na fase do 1º apoio, por diminuição da flexão dorsal na fase oscilante dando a impressão dum apoio não controlado (“foot-drop”) relativo no 1º contacto.


Após a ocorrência dos primeiros passos de forma independente o padrão de marcha ainda é imaturo e caracterizando-se por: Okamoto e Kumamoto (1979)

a) Os movimentos de propulsão no final da fase de apoio estão ausentes;

b) Base de apoio é muito larga e braços numa posição elevada para serem usados como “instrumentos” de (re)equilíbrio.

3) Maior duração do duplo apoio - A fase oscilante é de menor duração porque a criança é ainda incapaz de se equilibrar consistentemente sobre um apoio (apoio unipodal). Logo a fase de apoio unipodal também é muito abreviada.


Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (4)


EMERGÊNCIA DA MARCHA AUTÓNOMA (1)
O paralelismo existente entre o desenvolvimento animal e humano, e a sequência e o “timing” do “stteping” na criança, do “kicking e a locomoção levaram os vários autores a considerar que as BASES NEUROBIOLÓGICAS da MARCHA ESTÃO PRESENTES em ESTADIOS MUITOS PRECOCES do DESENVOLVIMENTO PRÉ-NATAL . (Forssberg, 1985; Thelen, 1986; Thelen e Ulrich, 1991; Zelazo, 1983) (Bradley e Bekoff, 1989).

Quais serão então os elementos que contribuem para a emergência da marcha na criança ?

No desenvolvimento da criança, certas unidades funcionais podem estar aptas a funcionar antes de outras do mesmo sistema, mas o conjunto necessita de esperar pela maturação e/ou operacionalização dos elementos mais lentos antes dum novo e mais refinado comportamento locomotor adequado ter lugar e poder ser controlado.

O desenvolvimento do controle postural e da coordenação motora são processos simultâneos, indissociáveis, interdependentes que se “alimentam” um ao outro e que se complementam ao longo de todo o “mega-processo” continuo do desenvolvimento neuromotor.

Quais serão os factores limitativos ou inibidores da emergência da marcha antes dos 9/12 meses ?

Deve-se primariamente às (1) LIMITAÇÕES/CONSTRANGIMENTOS do CONTROLE do EQUILÍBRIO e possivelmente também às (2) LIMITAÇÕES do DESENVOLVIMENTO da FORÇA MUSCULAR e COORDENAÇÃO NEUROMUSCULAR necessária à evolução do peso e composição corporal (Forssberg, 1985; Thelen e colegas, 1989; Woollacott e Shumway-Cook, 1989 e 1995).

MARCHA AUTÓNOMA – exige o uso pleno de um conjunto de sistemas que coordenam e regulam os movimentos e simultaneamente o DESENVOLVIMENTO de um CONTROLE POSTURAL EFICIENTE que possibilite a transferência de peso entre os membros e assegure a manutenção da estabilidade dentro de uma base de sustentação mais pequena, instável e dinâmica face às variações/solicitações do meio envolvente



PRÉ-REQUISITOS para o êxito da marcha como comportamento locomotor (Woollacott e Shumway-Cook , 2001)


A) Padrão de “stteping” rítmico - bases para a evolução- É a que se desenvolve 1º e está já presente no RN de forma ainda limitada sendo refinada ao longo do 1º ano.

B) O controle do equilíbrio - controle postural dinâmico. O controle da estabilidade - pleno desenvolvimento sobretudo no final do 1º ano e inicio do 2º ano de vida.

C) A capacidade de modificar ou adaptar a marcha de acordo com as exigências e solicitações do meio – ADAPTABILIDADE - A adaptabilidade do controle postural a situações dinâmicas da marcha é refinada e aperfeiçoada nos primeiros anos, após o inicio dos primeiros passos de forma autónoma.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (3)

MARCHA: GÉNESE E EVOLUÇÃO (2)

Muitas das características estereotipadas da actividade locomotora são controladas a níveis medulares com circuitos de rede neurais estabelecidos ainda no período embrionário (Bradley e Bekoff, 1989).

Thelen, E. e colegas (1989, 1991) aplicaram o modelo dos SISTEMAS DINÂMICOS ao desenvolvimento neuromotor. Os sistemas de movimento auto-organizam-se ou tem características de auto-organização e auto-regulação permitindo que possam espontaneamente gerar padrões dos mais simples aos mais complexos consoante o desenvolvimento individual de cada sistema e o seu contributo especifico para o desenvolvimento integrado de todo o “META-SISTEMA”.
O padrão neuromotor que é responsável pelos movimentos rítmicos e alternados observados no stteping ou marcha automática do recém-nascido é inato (Forssberg, 1985) e semelhante ao padrão do "kicking" em decúbito dorsal.
O mecanismo gerador do “kicking” na posição de decúbito dorsal é também o responsável pelo padrão do “stteping” do RN e que já está presente in-útero quando o feto inicia os movimentos com os membros inferiores contra a barriga da mãe (ver imagem abaixo e filme do anterior post MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (2)
O kicking é um padrão que não exige a mesma força muscular a nível dos membros inferiores do que a força muscular necessária para o “stteping”, uma vez que os efeitos da força de gravidade estão muito minimizados no “kicking (Thelen e colegas, 1989 e 1984).
O “stteping das crianças não necessita de ser inibido, pois já representa a operacionalização de mecanismos de controle postural e motor que são os percursores dos mecanismos envolvidos no controle da marcha normal (Forssberg, 1985; Thelen e outros, 1984; Zelazo, 1983).
Por outro lado há uma semelhança entre os padrões cinemáticos dostteping neonatal e os da marcha no adulto.
Isto significa que os padrões primitivos responsáveis pelos movimentos in-útero parecem ser os percussores dos padrões neuromotores quer da "marcha automática"/stepping neonatal quer da marcha autónoma.
Numa perspectiva de desenvolvimento, a coordenação intra-membros desenvolve-se primeiro que a coordenação inter-membros, com os 1ºs movimentos nos segmentos proximais e posteriormente nos segmentos mais distais - desenvolvimento cefalo-caudal -

A coordenação inter-membros desenvolve-se, primeiro com padrões alternados e depois com padrões sincronizados (Stehouwer & Farel, 1984)

Os sistemas adaptativos para o controle postural dinâmico, organizado a níveis mais elevados do que os que controlam os padrões motores inatos, desenvolvem-se ao longo do tempo a partir de contextos de prática e experiências proporcionadas pelo meio envolvente (Forssberg, 1985)



A emergência da marcha autónoma é a expressão ou o resultado de um refinamento do controle do equilíbrio ainda mais eficiente, a partir da “rede neuro-muscular” anterior que era responsável pela primeira “marcha assistida” (Forssberg, 1985).

A emergência da marcha autónoma enquanto padrão neuromotor será desenvolvida mais à frente.

Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas
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Faculdade de Motricidade Humana

terça-feira, 31 de março de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (2)

MARCHA: GÉNESE E EVOLUÇÃO (1)


Os pré-requisitos relacionados com o desenvolvimento dos skills locomotores dependem de 8 subsistemas à luz teoria dos “sistemas dinâmicos. (Heriza, 1991)

1) Criação de “padrões centrais” de estruturas coordenativas que levam à actividade recíproca dos membros inferiores (actividade alternada dos flexores)

2) Desenvolvimento de actividade muscular recíproca dos extensores e flexores.

3) Força na musculatura extensora anti-gravítica para se opor à força de gravidade e controlar os segmentos num ambiente gravitacional

4) Mudanças no tamanho e na composição corporal.

5) Controle anti-gravítico da cabeça e tronco e cinturas (escapular e pélvica)na postura em pé.
6) Sincronização multisegmentar da anca, joelho e pé

7) Sensibilidade dos “inputs” visuais para reforçar os “inputs internos” (proprioceptivos).

8) Capacidade de reconhecer os requisitos para cada actividade e motivação da criança para realizá-la.


A organização neural básica e a “neurofunção” para a marcha/locomoção é controlada por um padrão motor gerado centralmente (“Central Pattern Generator-CPM) localizado quer a nível da Espinal Medula, quer a nível cortical . (Grillener, 1981)

O CPM organiza a activação e a sequência dessa activação, no tempo e no espaço, dos músculos envolvidos no controle postural do corpo em movimento (locomoção).


A génese da marcha

Vários autores atribuem as origens dos movimentos rítmicos da locomoção ao período embrionário nos primeiros estadios do desenvolvimento intra-uterino (Shumaway-Cook e Woollacott, 2001).

O neuropediatra holandês H.Prechtl (1984) mostrou que há movimentos exibidos pelos fetos com mais de 8/9 semanas que são similares aos que são observados nos recém-nascidos e nas crianças.

Alguns factos:
a) O feto humano apresenta já movimentos alternados das pernas durante a primeira metade do período gestacional.

b) Movimentos isolados das pernas e dos braços, foram observados em embriões com 9 semanas de gestação

c) Movimentos alternados das pernas, semelhantes ao usados na marcha neonatal, iniciam-se com as alterações posicionais que o feto sofre no interior do útero por volta da 14ª semana de vida gestacional. (Prechtl, 1984; De Vries e colegas, 1982)

d) Crianças prematuras (34 semanas de Idade Gestacional) têm padrões cinemáticos semelhantes às crianças de termo no padrão de marcha automática ou "stteping" .

As bases neurobiológicas da locomoção humana parecem estar presentes no nascimento, desde a diferenciação inicial da rede neural da espinal medula, à semelhança do que acontece com os outros animais. (Bradley e Bekoff, 1989)

Em baixo vemos um filme onde são notórios os movimentos fetais à superfície, com padrões alternados entre os membros inferiores. Estes são os padrões primitivos fundamentais e inatos que serão desenvolvidos, refinados e contextualizados na vida pós-natal

Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas

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Faculdade de Motricidade Humana

sábado, 28 de março de 2009

MASSAGEM DO BEBÉ (4)


MASSAGEM DO BEBÉ - O PODER DO TOQUE


A ausência de contacto físico na infância conduz ao aparecimento de problemas fisiológicos e de comportamento, a curto e a médio prazo.

Um estudo mostrou que os bebés prematuros que receberam massagens regulares aumentaram em mais 47% o seu peso em relação aos do grupo de controle.

Os bebés prematuros que receberam massagem enquanto estiveram no hospital continuaram a apresentar maior aumento de peso e melhor capacidade de desenvolvimento, oito meses depois das massagens.

O isolamento táctil a que muitos bebés prematuros são submetidos nas unidades de cuidados intensivos pode atrasar a sua recuperação. A massagem estimula o seu desenvolvimento, o que irá permitir-lhes saírem mais cedo do hospital.

O contacto táctil parece aumentar a actividade vagal, reforçar as reacções imunológicas e a modelar as hormonas suprarrenais do stress.

O incremento das actividades vagais durante a massagem pode provocar um aumento das hormonas responsáveis pela absorção do alimento como a insulina, e a isso se pode atribuir em parte o aumento notável de peso que apresentam esses bebés.

A massagem pode ajudar o pai ou a mãe a sentirem-se mais sensíveis, responsáveis e unidos ao recém-nascido.

O bebé está programado para dialogar. O toque é dialogo, o bebé fala com e através do corpo. Há que decifrar/ entender a sua linguagem verbal e não verbal .
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
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quinta-feira, 26 de março de 2009

MASSAGEM DO BEBÉ (3)






MASSAGEM DO BEBÉ - BENEFÍCIOS




A massagem para bebés apresenta diversos benefícios para pais e bebés tais como:



Facilitar o alívio das cólicas


Aumentar o vínculo pais/bebé


Facilitar o sono do bebé


Diminuir a ansiedade dos pais/bebé


Facilitar a circulação sanguínea


Equilibrar o sistema imunitário


Relaxar e tonificar


Estimular sensorial (cinco sentidos)


Promover a segurança parental


Ajudar na aprendizagem acerca das necessidades e desejos do bebé






O conhecimento do bebé e das suas capacidades tem vindo a ser mote de grande investigação nos últimos tempos.
Vários estudos demonstram que as massagens podem relaxar os bebés tornando-os mais saudáveis. Além disso melhoram os padrões de sono, ajudando os bebés a dormir e durante mais tempo.
Podem igualmente acalmar os bebés mais agitados e até ajudar a digestão e a evacuação
Mas o mais importante de tudo é que as massagens podem intensificar os laços emocionais e os vínculos afectivos

Até ao mês de idade o bebé necessitará apenas de uma massagem simples, passando a mão pelo rosto, tronco, braços e costas até que ele se adapte, depois dessa altura então sim, ele gostará de uma massagem mais elaborada.
A massagem pode ser dada em qualquer altura do dia de acordo com as preferências do bebé e da família.
Os bebés preferem umas massagens em relação ás outras, o importante é ir conhecendo o seu bebé e os seus gostos.
Este é um momento mágico, por isso deve ser um tempo de prazer e de bem estar para ambos.

Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
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309 984 508
anaxfonseca@gmail.com

quarta-feira, 25 de março de 2009

MASSAGEM DO BEBÉ (2)


MASSAGEM DO BEBÉ

Cada bebé é único, quando ele vem ao mundo trás consigo a sua história, as suas memórias desde a concepção ao tempo que passou no ventre materno, o seu nascimento.
São os pequenos gestos do dia a dia que lhe vão transmitir toda a segurança e amor que ele necessita.
As actividades do bebé como amamentar, dar banho, mudar a fralda, brincar devem ser momentos de prazer, diálogo e conhecimento mutuo

Desde os primeiros momentos de vida, ainda no despertar e na descoberta de todos os sentidos o bebé responde ao toque de uma forma muito natural e instintiva. Talvez seja através do toque que o seu bebé melhor a/o conhece.

A Massagem é uma das maneiras mais bonitas de tocar mas também uma forma de acarinhar e mimar e sobretudo de estabelecer laços afectivos.

A Massagem ao bebé pode proporcionar muitos benefícios para a sua saúde, além de um tempo de qualidade e de interacção único entre si e o seu bebé.

A Massagem ajuda a que comuniquem melhor ente si e que criem uma ligação mais forte e duradoura.

Desfrute este momento de contacto/ dialogo com o seu bebé.


Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
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domingo, 25 de janeiro de 2009

TOQUE NO BEBÉ E NA CRIANÇA (1)


TOQUE NO BEBÉ E NA CRIANÇA

Qualquer pessoa, quer por senso comum, quer por observação directa ou através de literatura sobre o desenvolvimento das crianças, sabe que o contacto com os pais é absolutamente indispensável para o bem estar psicossocial da criança.

Devido à sua formação específica e experiência clínica, os profissionais de saúde sabem que o contacto físico é crucial para a saúde emocional do bebé, e é por isso que, nas últimas 2/3 décadas, os peritos de saúde neo-natal têm realçado a importância do contacto mãe-filho nas primeiras horas após o nascimento e nos primeiros dias de vida do bebé.

Contudo, aquilo que os profissionais de saúde ainda não valorizaram plenamente são os benefícios físicos e psicológicos do contacto físico perinatal, neonatal e infantil.

Há cada vez mais dados científicos a mostrar que certos tipos de estimulação táctil podem melhorar- e até prevenir- alguns problemas de saúde nos primeiros tempos de vida e também durante a infância.

Estudos importantes demonstraram ainda que :
a) A massagem simples e frequente aplicada nos bebés prematuros pode aumentar o seu peso até 50%.
b) Os bebés de termo sujeitos a massagens regulares ganham mais peso e desenvolvem melhores padrões de sono.

Por outro lado, estudos quer com animais quer no homem revelaram efeitos psicológicos significativos produzidos pelo contacto físico, sugerindo que a sua privação produzia efeitos ao nível do sistema imunitário.
Numa época que se avaliam cuidadosamente os custos e os sistemas de saúde, não se deviam ignorar os efeitos das “terapias de contacto”, que exigem uma intervenção mínima com grandes benefícios directos e indirectos na saúde do bebé.

Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
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domingo, 18 de janeiro de 2009

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (8)

Desenvolvimento psico-motor da criança durante o 1º ano de vida


Sinais de Alarme

1º mês
• Ausência de tentativa de controlo da cabeça
• Alterações do tónus muscular: hipertonocidade ou hipotonicidade
• Nunca fixa nem segue a face humana
• Não vira os olhos nem a cabeça para o som (voz humana)
• Não se mantém em estado de alerta, nem por breves períodos

3 Meses
• Não fixa nem segue objectos
• Não sorri
• Não controla a cabeça
• Mãos sempre fechadas
• Membros rígidos em repouso e pobreza de movimentos quando alerta
• Sobressalto ao menor ruído
• Chora e grita quando se lhe toca

6 meses
• Ausência de controlo da cabeça
• Membros inferiores rígidos e passagem directa à posição de pé quando se tenta sentar
• Não olha nem agarra qualquer objecto
• Assimetrias da postura e movimento
• Não reage aos sons
• Não vocaliza
• Desinteresse pelo ambiente
• Irritabilidade
• Estrabismo manifesto e constante

9 meses
• Não se senta
• Permanece sentado sem se mexer e sem mudar de posição
• Assimetrias de postura e movimento
• Não leva objectos à boca
• Vocaliza monotonamente ou perde a vocalização
• Apático sem se relacionar com os pais/cuidadores
• Engasga-se com facilidade
• Estrabismo

12 meses
• Não aguenta o peso nas pernas
• Permanece imóvel; não procura mudar de posição
• Assimetrias de postura e movimento
• Não pega nos brinquedos ou fá-lo só com uma mão
• Não responde à voz
• Não brinca nem estabelece contacto
• Não mastiga

Estes são alguns dos sinais de alarme. Em caso de dúvida deve procurar o conselho do seu médico pediatra ou de um Fisioterapeuta especialista em Saúde e Desenvolvimento Infantil.
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
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domingo, 11 de janeiro de 2009

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (7)



A escolha dos brinquedos durante o 1º ano de vida deve ter em conta vários factores, como a idade, o desenvolvimento psicomotor da criança e a sua segurança.
Quanto à adaptação ao desenvolvimento psicomotor, sugerimos como exemplos:

Do nascimento até ao 1º mês
O rosto dos pais / cuidador

Do nascimento até aos 6 meses:
Mobiles e caixas de musica
Brinquedos para apertar e chuchar de fácil manejamento
Brinquedos com várias texturas
Fotografias e espelhos plastificados sempre seguros, berços, cadeirinha ou tapete
Rocas e guizos, etc.

Dos 6 aos 12 meses:
Bolas (de vários tamanhos e consistências)
Rocas de pé
Brinquedos móveis (carros, camionetas, animais, etc.)
Blocos grandes e macios
Animais (sem partes removíveis)
Recipientes e brinquedos que flutuem
Livros de cartão, pano ou vinil, etc. (com ilustrações grandes e simples)

Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta
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sábado, 10 de janeiro de 2009

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (6)

A criança nos primeiros meses de vida aprende através do movimento, com o movimento e responde/dialoga também pelo movimento:

A) Ajustando-se às mudanças de posição

B) Desenvolvendo ajustamentos posturais contra gravidade quando é levantada, lavada, vestida, alimentada, etc…. É estimulada assim o desenvolvimento do sistema de controle postural (num novo ambiente sujeito às forças da gravidade).

Para ela o movimento deve significar segurança e conforto.

A criança vai desenvolvendo, refinando e aperfeiçoando os padrões neuromotores primitivos com que nasce e que aparecem durante a vida intra-uterina até conseguir actividades mais complexas (andar, correr, saltar, escrever, etc…).

Mais uma vez é importante respeitar o bebé identificando as suas necessidades de suporte/ apoio durante o movimento e dando as oportunidades para desenvolver:

1) FORÇA MUSCULAR para suportar o corpo em crescimento e COORDENAÇÃO NEUROMUSCULAR entre os diversos grupos musculares (1º intra-segmentos e posteriormente inter-segmentos). Segue as leis de desenvolvimento cefalo-caudal e proximo-distal em que primeiro lugar se desenvolvem os músculos que controlam a cabeça/tronco, seguido da cintura-escapular/ombro e cintura pélvica (bacia) e só depois os músculos das extremidades dos membros (superior e inferior).

2) ESTABILIDADE DINÂMICA para compensar, (re) equilibrar as mudanças do meio, transferências de peso e as alternâncias de equilíbrio necessárias às diversas actividades do bebé, sobretudo a partir da posição de sentado e em pé.

3) CAPACIDADES DE ADAPTABILIDADE da POSTURA e MOVIMENTO aos diversos tipos de ambientes/solicitações do meio que é variável e por vezes imprevisível .

Devemos relembar as leis do desenvolvimento que condicionam a aquisição dos diversos skills neuromotores: lei cefalo-caudal e proximo-distal; lei do massivo para o especifico; lei do intrasegmentar para o intersegmentar.



Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (5)

O bebé está programado para dialogar. O toque é diálogo, o bebé fala com e através do corpo. A rotina e as regras transmitem segurança.

A carícia e o aconchego transmitem afecto e segurança, assim estaremos a promover a oportunidade para um bom desenvolvimento do bebé.

Elogie os comportamentos positivos do bebé

Brincar é um comportamento muito frequente em períodos de expansão intensa do conhecimento de si próprio, do mundo físico e social e dos sistemas de comunicação, o que nos pode levar a supor que a actividade lúdica está intimamente relacionada com estas áreas do desenvolvimento.

Através do brincar o bebé experimenta sensações que lhe permitem aprender sobre o ambiente que o rodeia, sobre si próprio e sobre as pessoas que brincam com ele.

Também tem a oportunidade de experimentar as suas capacidades em desenvolvimento, e vai armazenando na memória novos conceitos, estuda causas e efeitos, resolve problemas, constrói um vocabulário, aprende a controlar as suas emoções e adapta os comportamentos e hábitos sociais do seu grupo social.
As brincadeiras e a imaginação são necessárias para aprender quais os seus limites e para se compreendera si próprias como pessoa (Brazelton, 2003).

O bebé começa a brincar ainda dentro do útero materno. Brinca com o cordão umbilical, dá pontapés na barriga da mãe e cada vez que sente o toque da mãe responde a esse estímulo.

No primeiro mês de vida o melhor brinquedo para o bebé são os pais ou quem cuida dele.
O rosto humano tem tudo aquilo que o bebé necessita para promover o seu desenvolvimento.



Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras309 984 508
anaxfonseca@gmail.com

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (4)


A visão é um dos sentidos a despertar

O Recém Nascido não pode ver correctamente a uma distância superior a 1metro.
Em contrapartida, distingue bem os objectos colocados a cerca de 20cm do seu rosto, assim como a s suas mãos e o rosto dos progenitores.
Possui uma visão binocular, ele mexe os dois olhos em simultâneo fazendo-os convergir.

Quando o bebé encontra um olhar afectuoso no seu campo visual redobra o interesse por essa descoberta, e isso funciona como factor de aprendizagem.


O BEBÉ APRENDE A APRENDER.

Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
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DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (3)



Se observarmos os bebés percebemos que eles adoptam comportamentos diferentes ao longo do tempo que variam entre o sono profundo, sono leve, sonolento acordado e alerta, alerta mas irritado, choro que parecem ter uma sequência própria quase cíclica.

À medida que o bebé vai crescendo essa definição entre estados vai ser mais longa e mais consistente definindo ao seu bem estar através da capacidade de regulação desses estados.

As capacidades sensoriais do bebé estão bastante mais desenvolvidas do que a sua capacidade motora. Graças às suas capacidades tacteis o bebé vai começar a explorar a mãe/pai com grande interesse. Explora o seu próprio corpo (face- tronco superior- barriga- joelhos- pés). Recorrendo á boca/ mãos também explora os objectos.

O bebé de termo é capaz de ver, ouvir, cheirar saborear e responder a estímulos tacteis e térmicos. As respostas a estes estímulos, são no entanto muito variáveis, tanto em intensidade como em qualidade, e sendo diferente de um bebé para outro, assim como no mesmo bebé nas diferentes horas do dia.
Esta variação da disponibilidade para reagir aos estímulos, tem a ver com o comportamento do bebé.
A organização da motricidade está intimamente ligada à maturação/desenvolvimento do seu sistema nervoso central e à interacção entre sistemas perceptivos, sistemas de acção (movimento e postura) e aos aspectos cognitivos.
Por isso ele não consegue ainda coordenar os movimentos da cabeça, do tronco e dos membros. Além disso o facto de in útero não estar exposto à gravidade e do pouco espaço disponível não favoreceu o desenvolvimento da força muscular necessária a agir num ambiente gravitacional.


Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
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DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (2)


Desenvolvimento da criança = individualidade, variabilidade e diferenças.
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
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