domingo, 5 de abril de 2009
MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (10)
MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (9)

1) o desenvolvimento da força muscular;
2) a coordenação neuromotora;
3) o desenvolvimento do controle postural e equilíbrio
5) a biomecânica da postura bípede
O desenvolvimento do controle postural e da força muscular (em termos quantitativos e em termos qualitativos) constituem as condições indispensáveis para que a marcha enquanto capacidade locomotora possa emergir, consolidar-se e desenvolver-se, potenciando outras dimensões do desenvolvimento da criança.
Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas
R`Equilibriu_us, Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508 / 917231718
raulov@netcabo.pt
MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (8)
Factores que distinguem a marcha como um padrão maturo ou imaturo
Sutherland e colaboradores (1980)
2. A VELOCIDADE da MARCHA AUMENTA com a idade desde o 1 ano até aos 7 anos;
6. O “contacto do calcanhar” no início da fase de apoio aparece com consistência por volta dos 2 anos de idade . Os pré-requisitos incluem o refinamento do controle motor, força, equilíbrio dinâmico para manter a estabilidade numa área mais pequena de contacto (calcanhar) e exige igualmente um controle dinâmico do joelho mais afinado.
Wyatt (1990) associou mais 2 características na maturidade do padrão neuromotor da marcha:65% das crianças de 18 meses apresentam dissociação e entre os 2 e 3,5 anos a % sobe para 92 e 98%. Aos 4 anos, todas as crianças apresentam DISSOCIAÇÃO o que OPTIMIZA A EFICIÊNCIA DA MARCHA
Quando se dá o contacto com o calcanhar, cria-se um momento de flexão que necessita de ser controlado dinamicamente pelos extensores do joelho
Contribui para o amortecimento e a transmissão de forças.
sábado, 4 de abril de 2009
MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (7)
A emergência da marcha autónoma é a expressão ou o resultado de um processo de desenvolvimento/refinamento do controle do equilíbrio e da postura gradualmente mais eficientes
O desenvolvimento do controle postural e da coordenação motora são processos simultâneos, indissociáveis, interdependentes que se “alimentam” um ao outro
A MARCHA AUTÓNOMA POTENCIA TODAS AS OUTRAS DIMENSÕES DO DESENVOLVIMENTO AMPLIANDO AS POSSIBILIDADES/OPORTUNIDADES DE APRENDIZAGEM
Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas
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MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (6)

A força muscular aumenta, melhoram os processos de coordenação, dá-se a maturação neurológica e a experiência da marcha faz parte do jogo da descoberta do mundo que se vai refinando pela própria prática.
As alterações mais significativas nos primeiros 4 meses pós primeiros passos autónomos e sem assistência (Bril e Breniere, 1993)
A) Diminuição do tempo de duplo apoio ao longo da idade
B) Aumento do comprimento do passo e diminuição da largura do mesmo (base de apoio mais estreita) .
C) Integração progressiva do controle postural e do equilíbrio em situações dinâmicas da marcha.
MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (5)

A base de apoio da criança no início da marcha autónoma é alargada por razões estruturais e por razões de estabilidade dinâmica.
A estabilidade mediolateral é adquirida primeiro e só depois a estabilidade antero-posterior
Os factores condicionantes da habilidade de manter a posição de pé e da locomoção bípede são:
2) Mecanismos de equilíbrio dinâmico eficientes;
3) Estabilidade axial (tronco) e dos segmentos proximais (cintura pélvica e anca)
2) A ausência de dissociação das cinturas escapular e pélvica;
3) Padrão global de flexão (joelho/anca) na fase de apoio (a extensão completa só é conseguida mais tarde por volta dos 4/5 anos);
4) Inclinação lateral pélvica (“tilt”) e abdução das ancas na fase oscilante;
5) Existe também uma flexão plantar do pé na fase do 1º apoio, por diminuição da flexão dorsal na fase oscilante dando a impressão dum apoio não controlado (“foot-drop”) relativo no 1º contacto.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (4)
Quais serão então os elementos que contribuem para a emergência da marcha na criança ?
No desenvolvimento da criança, certas unidades funcionais podem estar aptas a funcionar antes de outras do mesmo sistema, mas o conjunto necessita de esperar pela maturação e/ou operacionalização dos elementos mais lentos antes dum novo e mais refinado comportamento locomotor adequado ter lugar e poder ser controlado.
O desenvolvimento do controle postural e da coordenação motora são processos simultâneos, indissociáveis, interdependentes que se “alimentam” um ao outro e que se complementam ao longo de todo o “mega-processo” continuo do desenvolvimento neuromotor.
Quais serão os factores limitativos ou inibidores da emergência da marcha antes dos 9/12 meses ?Deve-se primariamente às (1) LIMITAÇÕES/CONSTRANGIMENTOS do CONTROLE do EQUILÍBRIO e possivelmente também às (2) LIMITAÇÕES do DESENVOLVIMENTO da FORÇA MUSCULAR e COORDENAÇÃO NEUROMUSCULAR necessária à evolução do peso e composição corporal (Forssberg, 1985; Thelen e colegas, 1989; Woollacott e Shumway-Cook, 1989 e 1995).
MARCHA AUTÓNOMA – exige o uso pleno de um conjunto de sistemas que coordenam e regulam os movimentos e simultaneamente o DESENVOLVIMENTO de um CONTROLE POSTURAL EFICIENTE que possibilite a transferência de peso entre os membros e assegure a manutenção da estabilidade dentro de uma base de sustentação mais pequena, instável e dinâmica face às variações/solicitações do meio envolvente
PRÉ-REQUISITOS para o êxito da marcha como comportamento locomotor (Woollacott e Shumway-Cook , 2001)
A) Padrão de “stteping” rítmico - bases para a evolução- É a que se desenvolve 1º e está já presente no RN de forma ainda limitada sendo refinada ao longo do 1º ano.
B) O controle do equilíbrio - controle postural dinâmico. O controle da estabilidade - pleno desenvolvimento sobretudo no final do 1º ano e inicio do 2º ano de vida.
C) A capacidade de modificar ou adaptar a marcha de acordo com as exigências e solicitações do meio – ADAPTABILIDADE - A adaptabilidade do controle postural a situações dinâmicas da marcha é refinada e aperfeiçoada nos primeiros anos, após o inicio dos primeiros passos de forma autónoma.
Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (3)
A coordenação inter-membros desenvolve-se, primeiro com padrões alternados e depois com padrões sincronizados (Stehouwer & Farel, 1984)
Os sistemas adaptativos para o controle postural dinâmico, organizado a níveis mais elevados do que os que controlam os padrões motores inatos, desenvolvem-se ao longo do tempo a partir de contextos de prática e experiências proporcionadas pelo meio envolvente (Forssberg, 1985)

A emergência da marcha autónoma é a expressão ou o resultado de um refinamento do controle do equilíbrio ainda mais eficiente, a partir da “rede neuro-muscular” anterior que era responsável pela primeira “marcha assistida” (Forssberg, 1985).
A emergência da marcha autónoma enquanto padrão neuromotor será desenvolvida mais à frente.
Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas
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Faculdade de Motricidade Humana
terça-feira, 31 de março de 2009
MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (2)
Os pré-requisitos relacionados com o desenvolvimento dos skills locomotores dependem de 8 subsistemas à luz teoria dos “sistemas dinâmicos. (Heriza, 1991)
1) Criação de “padrões centrais” de estruturas coordenativas que levam à actividade recíproca dos membros inferiores (actividade alternada dos flexores)
2) Desenvolvimento de actividade muscular recíproca dos extensores e flexores.
3) Força na musculatura extensora anti-gravítica para se opor à força de gravidade e controlar os segmentos num ambiente gravitacional
4) Mudanças no tamanho e na composição corporal.
5) Controle anti-gravítico da cabeça e tronco e cinturas (escapular e pélvica)na postura em pé.
7) Sensibilidade dos “inputs” visuais para reforçar os “inputs internos” (proprioceptivos).
8) Capacidade de reconhecer os requisitos para cada actividade e motivação da criança para realizá-la.
A organização neural básica e a “neurofunção” para a marcha/locomoção é controlada por um padrão motor gerado centralmente (“Central Pattern Generator-CPM) localizado quer a nível da Espinal Medula, quer a nível cortical . (Grillener, 1981)
A génese da marcha
O neuropediatra holandês H.Prechtl (1984) mostrou que há movimentos exibidos pelos fetos com mais de 8/9 semanas que são similares aos que são observados nos recém-nascidos e nas crianças.
b) Movimentos isolados das pernas e dos braços, foram observados em embriões com 9 semanas de gestação
c) Movimentos alternados das pernas, semelhantes ao usados na marcha neonatal, iniciam-se com as alterações posicionais que o feto sofre no interior do útero por volta da 14ª semana de vida gestacional. (Prechtl, 1984; De Vries e colegas, 1982)
As bases neurobiológicas da locomoção humana parecem estar presentes no nascimento, desde a diferenciação inicial da rede neural da espinal medula, à semelhança do que acontece com os outros animais. (Bradley e Bekoff, 1989)
Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas
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Faculdade de Motricidade Humana
sábado, 28 de março de 2009
MASSAGEM DO BEBÉ (4)
A ausência de contacto físico na infância conduz ao aparecimento de problemas fisiológicos e de comportamento, a curto e a médio prazo.
Um estudo mostrou que os bebés prematuros que receberam massagens regulares aumentaram em mais 47% o seu peso em relação aos do grupo de controle.
Os bebés prematuros que receberam massagem enquanto estiveram no hospital continuaram a apresentar maior aumento de peso e melhor capacidade de desenvolvimento, oito meses depois das massagens.
O isolamento táctil a que muitos bebés prematuros são submetidos nas unidades de cuidados intensivos pode atrasar a sua recuperação. A massagem estimula o seu desenvolvimento, o que irá permitir-lhes saírem mais cedo do hospital.
O contacto táctil parece aumentar a actividade vagal, reforçar as reacções imunológicas e a modelar as hormonas suprarrenais do stress.
O incremento das actividades vagais durante a massagem pode provocar um aumento das hormonas responsáveis pela absorção do alimento como a insulina, e a isso se pode atribuir em parte o aumento notável de peso que apresentam esses bebés.
A massagem pode ajudar o pai ou a mãe a sentirem-se mais sensíveis, responsáveis e unidos ao recém-nascido.
O bebé está programado para dialogar. O toque é dialogo, o bebé fala com e através do corpo. Há que decifrar/ entender a sua linguagem verbal e não verbal .
quinta-feira, 26 de março de 2009
MASSAGEM DO BEBÉ (3)

A massagem para bebés apresenta diversos benefícios para pais e bebés tais como:
Facilitar o alívio das cólicas
Aumentar o vínculo pais/bebé
Facilitar o sono do bebé
Diminuir a ansiedade dos pais/bebé
Facilitar a circulação sanguínea
Equilibrar o sistema imunitário
Relaxar e tonificar
Estimular sensorial (cinco sentidos)
Promover a segurança parental
Ajudar na aprendizagem acerca das necessidades e desejos do bebé

O conhecimento do bebé e das suas capacidades tem vindo a ser mote de grande investigação nos últimos tempos.
Até ao mês de idade o bebé necessitará apenas de uma massagem simples, passando a mão pelo rosto, tronco, braços e costas até que ele se adapte, depois dessa altura então sim, ele gostará de uma massagem mais elaborada.
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
R´Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
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anaxfonseca@gmail.com
quarta-feira, 25 de março de 2009
MASSAGEM DO BEBÉ (2)

Desde os primeiros momentos de vida, ainda no despertar e na descoberta de todos os sentidos o bebé responde ao toque de uma forma muito natural e instintiva. Talvez seja através do toque que o seu bebé melhor a/o conhece.
A Massagem é uma das maneiras mais bonitas de tocar mas também uma forma de acarinhar e mimar e sobretudo de estabelecer laços afectivos.
A Massagem ao bebé pode proporcionar muitos benefícios para a sua saúde, além de um tempo de qualidade e de interacção único entre si e o seu bebé.
A Massagem ajuda a que comuniquem melhor ente si e que criem uma ligação mais forte e duradoura.
Desfrute este momento de contacto/ dialogo com o seu bebé.
R´Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
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domingo, 25 de janeiro de 2009
TOQUE NO BEBÉ E NA CRIANÇA (1)

Devido à sua formação específica e experiência clínica, os profissionais de saúde sabem que o contacto físico é crucial para a saúde emocional do bebé, e é por isso que, nas últimas 2/3 décadas, os peritos de saúde neo-natal têm realçado a importância do contacto mãe-filho nas primeiras horas após o nascimento e nos primeiros dias de vida do bebé.
Contudo, aquilo que os profissionais de saúde ainda não valorizaram plenamente são os benefícios físicos e psicológicos do contacto físico perinatal, neonatal e infantil.
Estudos importantes demonstraram ainda que :
a) A massagem simples e frequente aplicada nos bebés prematuros pode aumentar o seu peso até 50%.
b) Os bebés de termo sujeitos a massagens regulares ganham mais peso e desenvolvem melhores padrões de sono.
Por outro lado, estudos quer com animais quer no homem revelaram efeitos psicológicos significativos produzidos pelo contacto físico, sugerindo que a sua privação produzia efeitos ao nível do sistema imunitário.
domingo, 18 de janeiro de 2009
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (8)

1º mês
• Ausência de tentativa de controlo da cabeça
• Alterações do tónus muscular: hipertonocidade ou hipotonicidade
• Não vira os olhos nem a cabeça para o som (voz humana)
• Não se mantém em estado de alerta, nem por breves períodos
3 Meses
• Não fixa nem segue objectos
• Não sorri
• Não controla a cabeça
• Mãos sempre fechadas
• Membros rígidos em repouso e pobreza de movimentos quando alerta
• Sobressalto ao menor ruído
• Chora e grita quando se lhe toca
6 meses
• Ausência de controlo da cabeça
• Membros inferiores rígidos e passagem directa à posição de pé quando se tenta sentar
• Não olha nem agarra qualquer objecto
• Assimetrias da postura e movimento
• Não reage aos sons
• Não vocaliza
• Desinteresse pelo ambiente
• Irritabilidade
• Estrabismo manifesto e constante
9 meses
• Não se senta
• Permanece sentado sem se mexer e sem mudar de posição
• Assimetrias de postura e movimento
• Não leva objectos à boca
• Vocaliza monotonamente ou perde a vocalização
• Apático sem se relacionar com os pais/cuidadores
• Engasga-se com facilidade
• Estrabismo
12 meses
• Não aguenta o peso nas pernas
• Permanece imóvel; não procura mudar de posição
• Assimetrias de postura e movimento
• Não pega nos brinquedos ou fá-lo só com uma mão
• Não responde à voz
• Não brinca nem estabelece contacto
• Não mastiga
domingo, 11 de janeiro de 2009
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (7)


Quanto à adaptação ao desenvolvimento psicomotor, sugerimos como exemplos:
Do nascimento até ao 1º mês
O rosto dos pais / cuidador
Do nascimento até aos 6 meses:
Mobiles e caixas de musica
Brinquedos para apertar e chuchar de fácil manejamento
Brinquedos com várias texturas
Fotografias e espelhos plastificados sempre seguros, berços, cadeirinha ou tapete
Rocas e guizos, etc.
Dos 6 aos 12 meses:
Bolas (de vários tamanhos e consistências)
Rocas de pé
Brinquedos móveis (carros, camionetas, animais, etc.)
Blocos grandes e macios
Animais (sem partes removíveis)
Recipientes e brinquedos que flutuem
Livros de cartão, pano ou vinil, etc. (com ilustrações grandes e simples)
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta
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sábado, 10 de janeiro de 2009
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (6)
A criança nos primeiros meses de vida aprende através do movimento, com o movimento e responde/dialoga também pelo movimento:A) Ajustando-se às mudanças de posição
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (5)
O bebé está programado para dialogar. O toque é diálogo, o bebé fala com e através do corpo. A rotina e as regras transmitem segurança.Brincar é um comportamento muito frequente em períodos de expansão intensa do conhecimento de si próprio, do mundo físico e social e dos sistemas de comunicação, o que nos pode levar a supor que a actividade lúdica está intimamente relacionada com estas áreas do desenvolvimento.
O bebé começa a brincar ainda dentro do útero materno. Brinca com o cordão umbilical, dá pontapés na barriga da mãe e cada vez que sente o toque da mãe responde a esse estímulo.
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
R´Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (4)

Possui uma visão binocular, ele mexe os dois olhos em simultâneo fazendo-os convergir.
Quando o bebé encontra um olhar afectuoso no seu campo visual redobra o interesse por essa descoberta, e isso funciona como factor de aprendizagem.
O BEBÉ APRENDE A APRENDER.
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
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DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (3)

À medida que o bebé vai crescendo essa definição entre estados vai ser mais longa e mais consistente definindo ao seu bem estar através da capacidade de regulação desses estados.
As capacidades sensoriais do bebé estão bastante mais desenvolvidas do que a sua capacidade motora. Graças às suas capacidades tacteis o bebé vai começar a explorar a mãe/pai com grande interesse. Explora o seu próprio corpo (face- tronco superior- barriga- joelhos- pés). Recorrendo á boca/ mãos também explora os objectos.
O bebé de termo é capaz de ver, ouvir, cheirar saborear e responder a estímulos tacteis e térmicos. As respostas a estes estímulos, são no entanto muito variáveis, tanto em intensidade como em qualidade, e sendo diferente de um bebé para outro, assim como no mesmo bebé nas diferentes horas do dia.
A organização da motricidade está intimamente ligada à maturação/desenvolvimento do seu sistema nervoso central e à interacção entre sistemas perceptivos, sistemas de acção (movimento e postura) e aos aspectos cognitivos.
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
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