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terça-feira, 3 de novembro de 2009

PROGRAMA REQUILIBRIO

PROGRAMA REQUILIBRIO
Aqui está o link com a reportagem que passou no telejornal de Domingo (ontem), na RTP 1, sobre o programa R´EQUILIBRIO – Programa de Exercício e Saúde, onde se PROMOVEM ESTILOS DE VIDA ACTIVOS/SAUDÁVEIS

PROGRAMA REQUILIBRIO - MEXER-SE PELA SAÚDE

Aqui está um link com uma videoreportagem que passou no Telejornal da RTP no Domingo dia 1 de Novembro sobre o n/ programa Requilibrio - Mexer-se pela Saúde.

http://videos.sapo.pt/ukCluMv9rjGDNyAQzd9T

O que se pretende é PROMOVER ESTILOS DE VIDA ACTIVOS/SAUDÁVEIS estimulando actividades físicas regulares num contexto de educação para a saúde onde se abordam diversos temas relacionados com a alimentação/nutrição, controle do peso, prevenção de lesões e disfunções, educação postural e autonomia funcional.


para mais informações consulte o link aqui ao lado : http://requilibrio.blogspot.com/

Raul Oliveira

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ARTIGO DO MÊS - (21/2009)


Fitness, Motor Competence, and Body Composition Are Weakly Associated With Adolescent Back Pain
Mark Perry, Leon Straker, Peter B. O'Sullivan, Anne Smith, Beth Hands

J Orthop Sports Phys Ther 2009;39(6):439-449,



STUDY DESIGN: Cross-sectional survey.

OBJECTIVES: To assess the associations between adolescent back pain and fitness, motor competence, and body composition.

BACKGROUND: Although deficits in physical fitness and motor control have been shown to relate to adult back pain, the evidence in adolescents is less clear.

METHODS AND MEASURES: In this cross-sectional study, 1608 “Raine” cohort adolescents (mean age, 14 years) answered questions on lifetime, month, and chronic prevalence of back pain, and participated in a range of physical tests assessing aerobic capacity, muscle performance, flexibility, motor competence, and body composition.A history of any diagnosed back pain in the adolescent was obtained from the primary caregiver.

RESULTS: After multivariate logistic regression analysis, increased likelihood of back pain in boys was associated with greater aerobic capacity, greater waist girth, and both reduced and greater flexibility.

Back pain in girls was associated with greater abdominal endurance, reduced kinesthetic integration, and both reduced and greater back endurance. Lower likelihood of back pain was associated with greater bimanual dexterity in boys and greater lower extremity power in girls.

CONCLUSION: Physical characteristics are commonly cited as important risk factors in back pain development. Although some factors were associated with adolescent back pain, and these differed between boys and girls, they made only a small contribution to logistic regression models for back pain. The results suggest future work should explore the interaction of multiple domains of risk factors (physical, lifestyle, and psychosocial) and subgroups of adolescent back pain, for whom different risk factors may be important.

KEY WORDS: motor control, physical performance, Raine, spinal pain
The authors assess the associations between adolescent back pain and fitness, motor competence, and body composition.


Comentário


A lombalgia é um problema de natureza multifactorial transversal a todas os faixas etárias e sociedades. Na grande maioria das vezes deve ser entendido como uma experiência normal de vida e em cerca de 80 a 85% dos casos é considerada mesmo como inespecifica ou lombalgia comum sem ter uma diagnóstico ou causa directamente conhecido e associado


Os estudos epidemiológicos são necessários para se compreender melhor a etiologia, os factores de risco e o impacto que a lombalgia, como qualquer outro problema de saúde, tem nas sociedades modernas e nos seus diferentes grupos sociais. Pensamos que a análise e a compreensão dos factores de risco e a interpretação da sua inter-relação podem ajudar a desenvolver programas de despiste precoce e de prevenção melhor sucedidos.


Esta temática requer assim, uma abordagem multidisciplinar assente em estudos prospectivos, longitudinais que incluam aspectos músculo-esqueléticos- dimensão biofísica- aspectos afectivo-emocionais e cognitivos - dimensão psicológica – e aspectos socio-familiares- dimensão psicossocial – e ainda a influência da experiência e da expressão da dor (variável cultural) na criança/adolescente que cresce e se desenvolve.

Abordar e lidar duma forma positiva, construtiva e pedagógica com estas situações como uma “experiência normal de vida” nos jovens, despistando prevenindo e tratando todos os outros casos mais sérios onde os factores de risco se cruzam cada vez mais cedo, é um desafio que não é novo mas está longe de ser resolvido.


Raul Oliveira, Fisioterapeuta

R´Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia

Av. D. João I, nº 8, Oeiras

309 984 508 /917231718


Faculdade de Motricidade Humana

domingo, 29 de março de 2009

LOMBALGIAS NO VOLEIBOLISTA (3)


LOMBALGIAS EM ATLETAS DE COMPETIÇÃO DE VOLEIBOL

Estudo epidemiológico a nível nacional

Silva, L.C.; Oliveira, R.; Cabri, J. Comunicação apresentada no V Congresso Nacional de Fisioterapeutas, 2002


ABSTRACT

INTRODUÇÃO: As lombalgias representam 8% das lesões/disfunções no voleibolista, tendo tendência para deixarem sequelas e levarem à recorrência numa parte dos casos

OBJECTIVOS: Determinar a prevalência anual de lombalgias e sua distribuição em voleibolistas de competição a nível nacional; Determinar o padrão de ocorrência das lombalgias nesta mesma população e caracterizar o impacto e o efeito das lombalgias na prática do desporto.



METODOLOGIA:
Tipo de estudo: de levantamento epidemiológico a nível nacional, descritivo, retrospectivo e transversal (recolha de informação num único momento)
População/amostra/Instrumento: atletas de voleibol com mais de 15 anos de idade a disputarem campeonatos distritais e nacionais responderam a um questionário de auto-resposta (Oliveira, 1999) previamente validado. Foram distribuidos 738 questionários em clubes de todo o território nacional, incluindo ilhas, e recebidos 255 (34,6% taxa de resposta).
Amostra = 255 voleibolistas sendo 145 raparigas e 110 rapazes (57% / 43%). Média = 20 anos e DP = 4,1 Prática semanal média = 8,6 h e DP =2,1 h

RESULTADOS:
Prevalência anual = 59,2 % ; Prevalência cumulativa ao longo da vida = 72,9%

Subgrupos mais afectados: Idade (25-29 anos) 73,1% ; Anos de prática (> 11 anos) - 73,1% Posição no campo (atacante) - 75,4%

Gravidade das lombalgias/Tempo de resolução: 82,1% - alivia na 1ª semana, mas 17,6% - demora mais de 1 semana a aliviar.
Causas: indirectas (88,1%) e
traumáticas (11,3%)
Evolução dos sintomas: 13,2% - nunca mais sentiram dores MAS 86,8% - voltaram a sentir dores ao longo do ano com impacto no desempenho da prática: 28% no ataque/remate e 22% no serviço e corrida
Intensidade e recorrência das dores lombares aumentam significativamente com o aumento do tempo de exposição (mais anos de prática e mais carga horária semanal).


CONCLUSÕES:
Quase 6 em cada 10 voleibolistas referiram dores lombares, sendo os mais afectados os que praticam mais e há mais tempo e os atacantes. São necessários estudos longitudinais para uma análise mais adequada de causa-efeito entre factores de risco e aparecimento de lombalgias.

Raul Oliveira, Fisioterapeuta
R`Equilibriu_us, Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508 / 917231718
raulov@netcabo.pt
Faculdade de Motricidade Humana

sábado, 28 de março de 2009

MASSAGEM DO BEBÉ (4)


MASSAGEM DO BEBÉ - O PODER DO TOQUE


A ausência de contacto físico na infância conduz ao aparecimento de problemas fisiológicos e de comportamento, a curto e a médio prazo.

Um estudo mostrou que os bebés prematuros que receberam massagens regulares aumentaram em mais 47% o seu peso em relação aos do grupo de controle.

Os bebés prematuros que receberam massagem enquanto estiveram no hospital continuaram a apresentar maior aumento de peso e melhor capacidade de desenvolvimento, oito meses depois das massagens.

O isolamento táctil a que muitos bebés prematuros são submetidos nas unidades de cuidados intensivos pode atrasar a sua recuperação. A massagem estimula o seu desenvolvimento, o que irá permitir-lhes saírem mais cedo do hospital.

O contacto táctil parece aumentar a actividade vagal, reforçar as reacções imunológicas e a modelar as hormonas suprarrenais do stress.

O incremento das actividades vagais durante a massagem pode provocar um aumento das hormonas responsáveis pela absorção do alimento como a insulina, e a isso se pode atribuir em parte o aumento notável de peso que apresentam esses bebés.

A massagem pode ajudar o pai ou a mãe a sentirem-se mais sensíveis, responsáveis e unidos ao recém-nascido.

O bebé está programado para dialogar. O toque é dialogo, o bebé fala com e através do corpo. Há que decifrar/ entender a sua linguagem verbal e não verbal .
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
R´Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras

quinta-feira, 26 de março de 2009

MASSAGEM DO BEBÉ (3)






MASSAGEM DO BEBÉ - BENEFÍCIOS




A massagem para bebés apresenta diversos benefícios para pais e bebés tais como:



Facilitar o alívio das cólicas


Aumentar o vínculo pais/bebé


Facilitar o sono do bebé


Diminuir a ansiedade dos pais/bebé


Facilitar a circulação sanguínea


Equilibrar o sistema imunitário


Relaxar e tonificar


Estimular sensorial (cinco sentidos)


Promover a segurança parental


Ajudar na aprendizagem acerca das necessidades e desejos do bebé






O conhecimento do bebé e das suas capacidades tem vindo a ser mote de grande investigação nos últimos tempos.
Vários estudos demonstram que as massagens podem relaxar os bebés tornando-os mais saudáveis. Além disso melhoram os padrões de sono, ajudando os bebés a dormir e durante mais tempo.
Podem igualmente acalmar os bebés mais agitados e até ajudar a digestão e a evacuação
Mas o mais importante de tudo é que as massagens podem intensificar os laços emocionais e os vínculos afectivos

Até ao mês de idade o bebé necessitará apenas de uma massagem simples, passando a mão pelo rosto, tronco, braços e costas até que ele se adapte, depois dessa altura então sim, ele gostará de uma massagem mais elaborada.
A massagem pode ser dada em qualquer altura do dia de acordo com as preferências do bebé e da família.
Os bebés preferem umas massagens em relação ás outras, o importante é ir conhecendo o seu bebé e os seus gostos.
Este é um momento mágico, por isso deve ser um tempo de prazer e de bem estar para ambos.

Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508
anaxfonseca@gmail.com

quarta-feira, 25 de março de 2009

MASSAGEM DO BEBÉ (2)


MASSAGEM DO BEBÉ

Cada bebé é único, quando ele vem ao mundo trás consigo a sua história, as suas memórias desde a concepção ao tempo que passou no ventre materno, o seu nascimento.
São os pequenos gestos do dia a dia que lhe vão transmitir toda a segurança e amor que ele necessita.
As actividades do bebé como amamentar, dar banho, mudar a fralda, brincar devem ser momentos de prazer, diálogo e conhecimento mutuo

Desde os primeiros momentos de vida, ainda no despertar e na descoberta de todos os sentidos o bebé responde ao toque de uma forma muito natural e instintiva. Talvez seja através do toque que o seu bebé melhor a/o conhece.

A Massagem é uma das maneiras mais bonitas de tocar mas também uma forma de acarinhar e mimar e sobretudo de estabelecer laços afectivos.

A Massagem ao bebé pode proporcionar muitos benefícios para a sua saúde, além de um tempo de qualidade e de interacção único entre si e o seu bebé.

A Massagem ajuda a que comuniquem melhor ente si e que criem uma ligação mais forte e duradoura.

Desfrute este momento de contacto/ dialogo com o seu bebé.


Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508
anaxfonseca@gmail.com

segunda-feira, 23 de março de 2009

ARTIGO DO MÊS (13/2009)

Correlation between proprioception, muscle strength, knee laxity, and dynamic standing balance in patients with chronic anterior cruciate ligament deficiency


Lee, H. M.; Cheng, C. K.; Liau, J. J.
The Knee (2009), Feb 22


ABSTRACT

Proprioception and muscle strength are both reported to influence single-limb stance balance in patients with chronic anterior cruciate ligament (ACL) injuries. However, the effects of these parameters on dynamic stance balance in such patients are currently unknown.


This study was undertaken to ascertain whether proprioception, muscle strength, and knee laxity are correlated with dynamic standing balance in patients with ACL deficiency.

Ten young men with unilateral ACL deficiency participated in this study. The mean time interval from the injury to the study was 12.8 months. Knee laxity measurements, passive re-positioning (PRP) and threshold for detection of passive motion (TTDPM) proprioception tests, quadriceps and hamstring muscle strength tests, and dynamic single-limb balance tests were performed for both injured and uninjured limbs. Significant differences between the injured and uninjured sides were observed for all test parameters.

As independent variables, knee laxity, PRP proprioception, and muscle strength did not correlate with dynamic standing balance for the injured limb. However, a significant positive correlation (P<0.05)>.

KEY-IDEA: To improve dynamic single-limb stance balance in patients with ACL injuries, training in TTDPM proprioceptive ability is recommended as the most important initial approach for such patients.

Snyder-Mackler et al. (1997) found no correlation between the magnitude of passive knee laxity after ACL injury and functional outcome. Knee joint laxity is therefore not likely to serve as a good predictor for balance control and functional outcome.

Rehabilitation programs that improve TTDPM proprioceptive ability, therefore, represent the most important approaches to improving dynamic single-limb stance balance in patients with chronic ACL injuries.

A ESTABILIDADE DINÂMICA FUNCIONAL RESULTA da INTERACÇÃO ENTRE FACTORES NEUROMUSCULARES e FACTORES BIOMECÂNICOS operacionalizada em PADRÕES MOTORES EFICIENTES E SEGUROS.
É MUITO MAIS DO QUE APENAS A ESTABILIDADE ARTICULAR PASSIVA e não deve SER REDUZIDA A ESTA.

Esta é uma ideia chave que em todos os momentos da reeducação funcional um Fisioterapeuta deve aplicar.
Raul Oliveira, Fisioterapeuta
R`Equilibriu_us, Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
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Faculdade de Motricidade Humana

segunda-feira, 16 de março de 2009

LOMBALGIAS (9)


A lombalgia é um “fenómeno” comum na sociedade actual
(Thorbjörnsson, Alfredsson, Fredriksson, Michélsen, Punnet, Vingard, Torgén & Kilbom, 2000).


O grande impacto psicológico, social e económico que os problemas e queixas lombares têm nos indivíduos e nas sociedades mais desenvolvidas tem estimulado os estudos sobre a sua prevalência e sobre a influência dos diferentes factores de risco a ela associados - Biomorfológicos e psicossociais - em diferentes grupos populacionais e/ou faixas etárias.

A incidência cumulativa de lombalgia na população em geral, relativamente ao tempo total de vida, atinge em termos absolutos valores entre os 60 e os 80% (Nachemson, 1976; Frymoyer, Pope, Clements, Wilder, MacPherson & Ashikaga, 1983; Kelsey & White, 1980; Balagué, Dutoit & Waldburger, 1988).

A maioria dos episódios de lombalgia ocorre na vida adulta (principalmente no adulto jovem e na “meia-idade” - 20 - 55 anos) tornando-se cerca de 10% desses episódios crónicos (com uma duração sempre superior a 3 meses), causando problemas de incapacidade aos indivíduos e problemas de natureza sócio-económica à sociedade (Anderson, 1981; Frymoyer, 1988; Von Korff, 1994).


Estes factores fazem com que esta condição seja considerada um “problema de saúde” nas sociedades desenvolvidas, que se inicia logo nos adolescentes (há estudos que indicam que a partir dos 15 anos o padrão de ocorrência de dor lombar é muito similar ao que se encontra no adulto jovem) e tem repercussões no presente e no futuro de uma parte significativa da população, principalmente na sua idade de vida activa.


Embora actualmente se possua um conhecimento mais aprofundado dos mecanismos fisiopatológicos e biomecânicos que se encontram relacionados com as queixas lombares, frequentemente estes não conseguem explicar totalmente, por si só, os sintomas apresentados pelo indivíduo e a incapacidade que daí resulta. ver LOMBALGIAS (8)
Raul Oliveira, Fisioterapeuta

domingo, 15 de março de 2009

LOMBALGIAS (8)



LOMBALGIA CRÓNICA

A dor lombar tem uma origem num problema físico e tem uma componente neurofisiológica, num sujeito único num contexto social particular.
Mas o impacto que a dor pode colocar, extravasa largamente os domínios físicos e biológico.


Há um conjunto de factores psicossociais e culturais que influenciam a forma como o sujeito no seu contexto socio-profissional lida com a dor e com os seus efeitos no desempenho funcional, o que faz e no que acredita para resolver o seu problema e ainda como é que as outras pessoas, os diferentes profissionais de saúde e a sociedade fazem para o ajudar a resolver os sintomas e a enfrentar o seu problema.
Isto reflecte um modelo biopsicossocial defendido por Waddell, G. (1998) que sugeriu o esquema abaixo representado.
O fenómeno da dor lombar integra-se em domínios mais abrangentes onde entram as crenças e as atitudes do sujeito, as características de personalidade, stress psicológico, comportamento perante a dor e ambiente social.
No caso das lombalgias recorrentes e crónicas devemos ter sempre em conta este modelo



Numa frase podemos dizer que DEVEMOS TRATAR O PACIENTE COM LOMBALGIA, COMO SUJEITO INDIVIDUAL E INTEGRADO NO SEU CONTEXTO FUNCIONAL . Não se tratam patologias, imagens (Rx; Ressonância Magnética, etc.), diagnósticos mas sim pessoas concretas com problemas reais que vão mudando.
DOR LOMBAR PERSISTENTE - FACTORES A DESPITAR (E. Thomas et al. (1999), BMJ;318:1662-7

- Elevado stress psicológico
- Baixa Auto-Percepção do estado de saúde
- Níveis reduzidos de actividade física regular / sedentarismo
- História anterior de dor lombar
- Hábitos tabágicos /alcoólicos
- Desemprego, insatisfação no trabalho
- Stress ocupacional e familiar


A DOR É UM FENÓMENO NEUROFISIOLÓGICO, MAS A SUA EXPRESSÃO E IMPACTO NAS NOSSAS VIDAS É ESSENCIALMENTE UM FENÓMENO PSICOSSOCIAL


Neste âmbito existem diversos factores "yellow flags"que podem aumentar o risco de percepção da dor, do desenvolvimento de processos recidivantes ou crónicos com implicações no desempenho funcional a longo prazo.

1) Atitudes e crenças inadequadas sobre a dor lombar (p.ex. a crença que a lombalgia não- especifica é uma patologia grave)
2) Comportamento perante a dor inadequado (padrão de evitamento total, dramatização e diminuição global de toda a actividade).
3) Problemas na actividade profissional (insatisfação no trabalho)
4) Problemas emocionais/afectivos (depressão, anxiedade, stress, etc.).

Neste caso a abordagem deverá ser multidisciplinar com componentes cognitivas e comportamentais associadas aos estilos de vida activos e a métodos de tratamento centrados na pessoa.

Raul Oliveira, Fisioterapeuta
R´Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
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Faculdade de Motricidade Humana

sábado, 14 de março de 2009

LOMBALGIAS (7)


LOMBALGIA AGUDA
CLASSIFICAÇÃO

Uma simples e prática classificação que ganha aceitação internacional distingue a lombalgia aguda em 3 sub-tipos ("diagnostic triage")

A) Patologia estrutural grave (Serious spinal pathology)
B) Dor radicular (Nerve root pain/radicular pain)

C) Lombalgia não específica (Non-specific low back pain) - Lombalgia comum

A grande maioria das queixas lombares enquadram-se neste último tipo - Lombalgias comuns.
No entanto, a avaliação deve seguir o raciocínio clínico implícito as essas 3 categorias pelo que a 1ª prioridade é assegurar que a dor é de origem músculo-esquelética e não é uma manifestação à distância de outra patologia de origem não vertebral (ver Red Flags em LOMBALGIAS (5)


De seguida é necessário excluir a presença de patologia estrutural/vertebral séria (p.ex fractura no caso de ter havido antecedente traumático significativo) e despistar se a dor é de origem radicular (ver imagem abaixo).


Os dados obtidos a partir da história clínica devem ser enquadrados, testados e cruzados com os sinais e sintomas obtidos no exame clínico (avaliação da postura, comportamento da dor, avaliação da mobilidade funcional e segmentar, da força muscular, da flexibilidade, da sensibilidade e dos reflexos, testes específicos, avaliação funcional) que nas situações agudas está normalmente condicionado pela dor aguda.

Nem sempre é possível e desejável realizar todos os testes clínicos numa fase aguda onde a dor condiciona a avaliação e o desempenho funcional.

Há diversos testes específicos que poderão ser realizados, embora alguns deles só sejam realizáveis e/ou fiáveis numa fase menos aguda. Em baixo vemos um exemplo como é o caso do Slump teste para analisar a tensão neural adversa (neurodinâmica).



As lombalgias não especificas, numa primeira fase, dispensam os exames complementares imagiológicos como vimos em LOMBALGIAS (3) (GUIDELINES FOR ACUTE NONSPECIFIC LOW BACK PAIN


A avaliação clínica DEVE PERMITIR distinguir qual das 3 categorias de diagnóstico é responsável pelas queixas e dai fazer-se o encaminhamento e orientação terapêuticas adequadas.

Raul Oliveira, Fisioterapeuta
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
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segunda-feira, 9 de março de 2009

LOMBALGIAS (6)



Activity and low back pain: A dubious correlation

Schiltenwolf M, Schneider S.
in http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19233563?dopt=Citation

EDITORIAL DA REVISTA PAIN de 17 Fev/2009 (alguns excertos para reflectir)
There is no doubt that modern sedentary lifestyle constitutes a severe risk factor for low back pain. Although the working conditions have been humanized, work loss due to back pain is still increasing.


Avoidance of physical activity impairs physical capability and back capacity. Leisure time physical activity gives better prognosis for preventing back pain disability. Additionally, graded and moderate activity is recommended for functional restoration regarding back pain. Learning to be active to prevent and mitigate back pain is a crucial therapeutic goal. (...)

Against this background the idea of a U-shaped correlation between physical activity and self reported low back pain seems amazing: according to this correlation, both physical activity and inactivity can represent a back pain risk factor.


People working in physically demanding jobs that put high levels of stress on their backs are more at risk of developing back problems: occupations associated with physically strenuous work involving one-sided postures, moving, carrying and holding heavy weights, and work typically performed under poor working conditions or bad weather are related with an above-average prevalence of back problems (Schneider S. et al, 2005). We can deduce that the risk of low back pain is associated with the appropriateness of the physical activity performed. (...)

Physical activity is protective – physically and mentally. Whereas power, endurance and flexibility are gained directly, improved mood and social contacts, as well as lowered pain thresholds are reached indirectly. (...)
Furthermore, not duration and intensity alone imply the load of an activity on the back (and other regions of the musculoskeletal system) but the quality of the performance also plays a role: well-balanced activity with regard to power, endurance, flexibility and coordination will do less damage than monotonous, over-ambitious, intensive training sessions. Such inadequate training programs are often associated with high load-levels and a lack of adequate supervision, training plans and sufficient recovery time. (...)
We are still on the way to understanding the influence of activity on the probability of low back pain: it is not a bidimensional relation, but a multidimensional relation. We need longitudinal studies that include aspects of the quality of the activity and of pleasure and mood accompanying the performance.


A VIDA É MOVIMENTO.

domingo, 8 de março de 2009

LOMBALGIAS (5)

LOMBALGIA - ETIOLOGIAS CONHECIDAS
Apenas em 10%-15% das condições há uma causa/patologia directamente conhecida e responsável pelos sintomas. Exemplos dessas CAUSAS são:

* Fracturas ou outras lesões ósseas (no caso de antecedente traumático major e/ou de patologia de base como osteoporose)


* Patologias dos discos intervertebrais e das articulações vertebrais (normalmente patologia degenerativa). ver imagem acima um exemplo de uma hérnia discal L5/S1


* Estenose do canal (congénita ou adquirida) - é um estreitamento do espaço medular ou foraminal que promove um conflito com as estruturas nervosas (medula e raizes nervosas). Ver imagem acima

* Inflamação e/ou Infecção
* Doenças reumáticas (p.ex espondilite anquilosante)


* Espondilólise / Espondilólistesis com quadros de instabilidade lombo-sagrada (na imagem de cima observa-se o deslocamento anterior de L5 sobre o sacro. Este é o local mais frequente desta patologia que será mais desenvolvida em futuros post)

Uma história clínica cuidadosa bem como um exame clínico associado deve despistar/eliminar a presença de SINAIS DE ALERTA ("RED FLAGS") que indiciam uma patologia local ou regional grave que deve ser imediatamente encaminhada para os serviços competentes

SINAIS DE ALERTA / RED FLAGS
• Age of onset less than 20 years or more than 55 years
Recent history of violent trauma

Constant progressive, non mechanical pain (no relief with rest). Pain at nigth. (A DOR NÃO TEM UMA CARACTER MECÂNICO. NÃO ALIVIA NEM AGRAVA COM POSTURAS E/OU MOVIMENTOS ESPECIFICOS)
Thoracic pain
Past medical history of malignant tumour
Prolonged use of corticosteroids
Drug abuse, immunosuppression, HIV
Unexplained weight
loss. Systemically unwell
Widespread neurological symptoms
( ex. cauda equina syndrome)
Structural deformity
Fever

Bladder dysfunction (usually urinary retention, occasionally overflow incontinence), sphincter disturbance, saddle anaesthesia, global or progressive weakness in the lower limbs, or gait disturbance.
(in EUROPEAN GUIDELINES FOR THE MANAGEMENT OF ACUTE NONSPECIFICLOW BACK PAIN IN PRIMARY CARE (http://www.backpaineurope.org/ )
Raul Oliveira, Fisioterapeuta

LOMBALGIAS (4)


LOMBALGIAS - recomendações para o tratamento clinico da dor lombar não específica

Give adequate information and reassure the patient (despitar os casos mais graves e dar apoio e informação correcta ajuda o paciente a tolerar e enfrentar de forma positiva o problema da dor lombar).

• Do not prescribe bed rest as a treatment

• Advise patients to stay active and continue normal daily activities including work if possible (pode haver necessidade de actividade protegida ou condicionada mas não deve ser repouso absoluto).

• Prescribe medication, if necessary for pain relief; preferably to be taken at regular intervals; first choice paracetamol, second choice NSAIDs
• Consider adding a short course of muscle relaxants on its own or added to NSAIDs, if paracetamol or NSAIDs have failed to reduce pain
• Consider (referral for) spinal manipulation for patients who are failing to return to normal activities. (A terapia manual deve ser feita por profissionais competentes e com experiência no tratamento das disfunções da coluna. São mais eficazes nos casos de dor lombar sub-aguda. Para os casos crónicos é necessário uma intervenção multifactorial).

• Multidisciplinary treatment programmes in occupational settings
may be an optionfor workers with sub-acute low back pain and sick leave for more than 4 - 8 weeks


in EUROPEAN GUIDELINES FOR THE MANAGEMENT OF ACUTE NONSPECIFICLOW BACK PAIN IN PRIMARY CARE (http://www.backpaineurope.org/ )Maurits van Tulder, Annette Becker, Trudy Bekkering, Alan Breen, Maria Teresa Gil del Real, Allen Hutchinson, Bart Koes, Even Laerum, Antti Malmivaara, on behalf of the COST B13 Working Group on Guidelines for the Management of Acute Low Back Pain in Primary Care

LOMBALGIAS (3)

LOMBALGIAS - recomendações para o diagnóstico e acompanhamento clinico da dor lombar não específica

GUIDELINES FOR ACUTE NONSPECIFIC LOW BACK PAIN
Based on systematic reviews and existing clinical guidelines.
Summary of recommendations for diagnosis of acute non-specific low back pain:

• Case history and brief examination should be carried out (SABER OUVIR)

If history taking indicates possible serious spinal pathology or nerve root syndrome, carry out more extensive physical examination including neurological screening when appropriate - PROCURAR SINAIS DE ALERTA PARA DESPISTE DOS CASOS SÉRIOS E ASSOCIADOS AS PATOLOGIA GRAVES (ver à frente os sinais de alerta - RED FLAGS)

• Undertake diagnostic triage at the first assessment as basis for management decisions

Be aware of psychosocial factors, and review them in detail if there is no improvement (ORIGEM MULTIFACTORIAL - VER POST ANTERIORES)

• Diagnostic imaging tests (including X-rays, CT and MRI) are not routinely indicated for non-specific low back pain. Nem sempre há uma relação linear entre sinais e sintomas obtidos a partir da história clinica /exame clinico e as imagens. Os exames imagialógicos devem ser entendidos como complementares ao exame clínico e não sobrepor-se a ele.

• Reassess those patients who are not resolving within a few weeks after the first visit, or those who are following a worsening course
in EUROPEAN GUIDELINES FOR THE MANAGEMENT OF ACUTE NONSPECIFICLOW BACK PAIN IN PRIMARY CARE (http://www.backpaineurope.org/ )
Maurits van Tulder, Annette Becker, Trudy Bekkering, Alan Breen, Maria Teresa Gil del Real, Allen Hutchinson, Bart Koes, Even Laerum, Antti Malmivaara, on behalf of the COST B13 Working Group on Guidelines for the Management of Acute Low Back Pain in Primary Care

sábado, 7 de março de 2009

LOMBALGIAS (2)


LOMBALGIAS - Factores de Risco

A Lombalgia é uma condição de origem multifactorial onde se cruzam e interagem
(1) factores de natureza biomorfológica, com (2) factores ambientais como os estilos de vida e ainda com
(3) factores de natureza psicossocial.
Alguns dos factores mais citados na literatura são: trabalho físico pesado e/ou repetitivo, actividades profissionais e/ou físicas que envolvem posturas de flexão mantida (posição de sentado), movimentos repetidos de flexão anterior, rotação da coluna, levantar e transportar pesos/cargas externas, posições estáticas e actividades sujeitas a vibrações. Waddell G, Burton AK. 2001

Factores de natureza psicossocial como o stress/distress físico e mental, ansiedade, estados depressivos, disfunções cognitivas, comportamento perante a dor, insatisfação com o trabalho ou stress ocupacional também têm sido apontados. Waddell G, Burton AK. 2001; Victorian Workcover Authority, 1996; Yamamoto S. 1997;
Hábitos sedentários com ausência de actividade física regular, obesidade e/ou outras distúrbios alimentares, hábitos tabágicos são outros factores também referidos como factores de risco. S.J. Bigos et al. (1994) Agency for Health Care Policy and Research T. Videman et al. (1995) Spine, 20:699-709 A. Faas (1996) Spine, 21:2874-9

A dor lombar é uma condição auto-limitativa registando-se uma taxa de alivio total dos sintomas de 90 % nas primeiras 6 semanas ... no entanto cerca de 2% a 7% dos casos desenvolvem condições crónicas.

As dores lombares recorrentes e crónicas são responsáveis por 75% a 85% dos casos de absentismo ao trabalho em determinadas actividades profissionais. Waddell G, Burton AK. 2001; Fordyce WE (1995) .




Cada pessoa deve ser ser entendida nas suas diversas dimensões e não há um único factor responsável pela lombalgia, mas antes uma conjugação de variáveis que é necessário entender, particularmente nos casos de lombalgias recorrentes e nas condições crónicas, para se evitar os ciclos viciosos que alimentam o processo e consomem imensos recursos sem resultados significativos.
O grande impacto psicológico, social e económico que os problemas e queixas de lombalgia têm nos indivíduos e nas sociedades devem estimular a pesquisa exaustiva sobre a sua prevalência e sobre a influência quer dos diferentes factores de risco a ela associados, quer dos factores de protecção que minimizam ou previnem a sua ocorrência

Raul Oliveira, Fisioterapeuta
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Faculdade de Motricidade Humana