Kochen, Eva Blozik, Martin Scherer, Jean-François Chenot
The Lancet, Volume 373, Issue 9662, 7 February 2009-13 February 2009, Pages 436-437, Michael M
Espaço que reúne profissionais de Fisioterapia e de Saúde com vasta experiência aliada a uma formação científica sólida. Pretendemos centrar a nossa intervenção – prevenção, aconselhamento, avaliação, tratamento e/ou reabilitação funcional – nas necessidades de saúde das pessoas procurando prestar um serviço na área da saúde de qualidade, personalizado e humanizado. Rua D.João I, nº 8, Oeiras,309984508 / 917776556 / requilibrius@netcabo.pt


* Estenose do canal (congénita ou adquirida) - é um estreitamento do espaço medular ou foraminal que promove um conflito com as estruturas nervosas (medula e raizes nervosas). Ver imagem acima 
Uma história clínica cuidadosa bem como um exame clínico associado deve despistar/eliminar a presença de SINAIS DE ALERTA ("RED FLAGS") que indiciam uma patologia local ou regional grave que deve ser imediatamente encaminhada para os serviços competentes

Factores de natureza psicossocial como o stress/distress físico e mental, ansiedade, estados depressivos, disfunções cognitivas, comportamento perante a dor, insatisfação com o trabalho ou stress ocupacional também têm sido apontados. Waddell G, Burton AK. 2001; Victorian Workcover Authority, 1996; Yamamoto S. 1997;

Lombalgia: um fenómeno comum nas sociedades modernas
As raquialgias (dores da coluna em geral) e as lombalgias em particular são um dos problemas de saúde pública que mais afecta a população em geral, que levam ao recurso de diferentes cuidados de saúde e/ou absentismo ao trabalho com custos socio-economicos directos e indirectos muito elevados.
A dor lombar ou Lombalgia é definida como uma dor ou desconforto, localizada na região lombar, abaixo da região costal e acima da região glútea, podendo estar associada ou não dor irradiada para o membro inferior.
Descrevem-se diferentes TIPOS DE LOMBALGIA
1) Lombalgia Aguda - episódio com uma duração inferior a 6 semanas
2) Lombalgia Sub-Aguda - episódio com uma duração entre 6 e 12 semanas
3) Lombalgia Crónica - episódio com uma duração igual ou superior a 12 semanas
Ainda se descreve a Lombalgia Recorrente como um novo episódio de sintomas após um período de completo alívio das dores por um período de 6 meses.
Aqui deve-se distinguir da lombalgia crónica que sofreu um período de agudização dos sintomas, uma vez que nestes casos, não houve uma remissão completa dos sintomas.
in EUROPEAN GUIDELINES FOR THE MANAGEMENT OF ACUTE NONSPECIFICLOW BACK PAIN IN PRIMARY CARE (http://www.backpaineurope.org/ )
Lombalgia não especifica constitui a grande maioria das situações (70 a 85%) em que não se pode atribuir ou relacionar directamente os sintomas de dor lombar com uma patologia ou lesão estrutural especifica (p.ex. inflamação/infecção, neoplasia, osteoporose, espondilite anquilosante, fracturas, síndromes radiculares, síndrome da cauda equina, discopatias, patologias degenerativas). (http://www.backpaineurope.org/ )
A percepção/vivência da dor enquanto sintoma é caracterizada como uma experiência multidimensional, que é personalizada na qualidade e na intensidade somato-sensorial e é condicionada por factores emocionais e psicossociais também singulares. 


Nestes novos contextos e modelos de intervenção, o Fisioterapeuta deve estar actualizado com os conhecimentos das neurociências aplicados ao estudo do movimento humano de forma a poder analisar e compreender a interacção entre as diferentes variáveis que influenciam a (re)aprendizagem neuromotora numa pessoa única, num momento único e em condições também únicas.
Aquilo que fazemos e/ou que pedimos para os nossos pacientes realizarem não deve ser indiferente nem impessoal, mas antes responder a uma necessidade, motivação ou objectivo contextualizado dos mesmos, para que as modificações neurais (neuroplasticidade) sejam facilitadas e operacionalizadas.
"APRENDER É AQUILO QUE FICA... DEPOIS DE NOS ESQUECERMOS DE TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"
Raul Oliveira, Fisioterapeuta

As (re) aprendizagens neuromotoras que os Fisioterapeutas procuram facilitar, orientar, induzir nos seus pacientes, no contexto da Reeducação Funcional, são momentos únicos, individuais, complexos, que estão dependentes de uma série de variáveis intrinsecas ao sujeito, de variáveis relacionadas com o meio envolvente e ainda com a interacção paciente/terapeuta.
Neste modelo de intervenção, que envolve a pessoa toda nas suas várias dimensões, condicionantes ou constrangimentos bem como na sua interacção com o FT, o tratamento não é SUSCEPTIVEL DE SER PRESCRITO, nem SE DEVE REALIZAR SEMPRE AS MESMAS ACTIVIDADES/TAREFAS
Raul Oliveira, Fisioterapeuta


O Exame radiológico simples com 2 incidências (A-P e perfil) é o exame complementar de entrada e pode ser suficiente, apesar da Ressonância Magnética ser mais precisa para definir a extensão e a gravidade da lesão osteocondral (ver imagens abaixo)


Imagens (RX e RM) que mostram Panner`s Disease numa criança



2) O acto de lançamento (de uma bola, um peso ou um dardo) ou de remate/serviço com movimento do braço/mão acima da cabeça envolvendo movimentos de aceleração máxima associados a momentos de força rotacional - criados pela cadeia cinética que envolve segmentos anatómicos muito mais fortes como a bacia/anca, tronco e cintura escapular – são gestos potencialmente menos controlados na fase de desaceleração que geram forças assimétricas e/ou elevadas no cotovelo dos jovens atletas.