sábado, 4 de abril de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (7)

EMERGÊNCIA DA MARCHA AUTÓNOMA (3)

A emergência da marcha autónoma é a expressão ou o resultado de um processo de desenvolvimento/refinamento do controle do equilíbrio e da postura gradualmente mais eficientes

O desenvolvimento do controle postural e da coordenação motora são processos simultâneos, indissociáveis, interdependentes que se “alimentam” um ao outro

A MARCHA AUTÓNOMA POTENCIA TODAS AS OUTRAS DIMENSÕES DO DESENVOLVIMENTO AMPLIANDO AS POSSIBILIDADES/OPORTUNIDADES DE APRENDIZAGEM

Raul Oliveira/ Alexandra Oliveira, Fisioterapeutas
R`Equilibriu_us, Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508 / 917231718
raulov@netcabo.pt

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (7)

EMERGÊNCIA DA MARCHA AUTÓNOMA (3)


A emergência da marcha autónoma é a expressão ou o resultado de um processo de desenvolvimento/refinamento do controle do equilíbrio e da postura gradualmente


MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (6)


A maturação da locomoção independente


À medida que a criança cresce e se desenvolve, a estrutura corporal também sofre mudanças:

A força muscular aumenta, melhoram os processos de coordenação, dá-se a maturação neurológica e a experiência da marcha faz parte do jogo da descoberta do mundo que se vai refinando pela própria prática.


As alterações mais significativas nos primeiros 4 meses pós primeiros passos autónomos e sem assistência (Bril e Breniere, 1993)

A) Diminuição do tempo de duplo apoio ao longo da idade

B) Aumento do comprimento do passo e diminuição da largura do mesmo (base de apoio mais estreita) .

C) Integração progressiva do controle postural e do equilíbrio em situações dinâmicas da marcha.

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MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (5)


EMERGÊNCIA DA MARCHA AUTÓNOMA (2)

A base de apoio da criança no início da marcha autónoma é alargada por razões estruturais e por razões de estabilidade dinâmica.


A estabilidade mediolateral é adquirida primeiro e só depois a estabilidade antero-posterior


Os factores condicionantes da habilidade de manter a posição de pé e da locomoção bípede são:


1) Força suficiente na musculatura extensora para suportar o peso do corpo, sobretudo em apoio unilateral;

2) Mecanismos de equilíbrio dinâmico eficientes;

3) Estabilidade axial (tronco) e dos segmentos proximais (cintura pélvica e anca)
Características comuns da marcha da criança no 1º ano de vida (Sutherland e outros, 1980)

1) A elevada cadência (frequência dos passos);

2) A ausência de dissociação das cinturas escapular e pélvica;

3) Padrão global de flexão (joelho/anca) na fase de apoio (a extensão completa só é conseguida mais tarde por volta dos 4/5 anos);

4) Inclinação lateral pélvica (“tilt”) e abdução das ancas na fase oscilante;

5) Existe também uma flexão plantar do pé na fase do 1º apoio, por diminuição da flexão dorsal na fase oscilante dando a impressão dum apoio não controlado (“foot-drop”) relativo no 1º contacto.


Após a ocorrência dos primeiros passos de forma independente o padrão de marcha ainda é imaturo e caracterizando-se por: Okamoto e Kumamoto (1979)

a) Os movimentos de propulsão no final da fase de apoio estão ausentes;

b) Base de apoio é muito larga e braços numa posição elevada para serem usados como “instrumentos” de (re)equilíbrio.

3) Maior duração do duplo apoio - A fase oscilante é de menor duração porque a criança é ainda incapaz de se equilibrar consistentemente sobre um apoio (apoio unipodal). Logo a fase de apoio unipodal também é muito abreviada.


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sexta-feira, 3 de abril de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (4)


EMERGÊNCIA DA MARCHA AUTÓNOMA (1)
O paralelismo existente entre o desenvolvimento animal e humano, e a sequência e o “timing” do “stteping” na criança, do “kicking e a locomoção levaram os vários autores a considerar que as BASES NEUROBIOLÓGICAS da MARCHA ESTÃO PRESENTES em ESTADIOS MUITOS PRECOCES do DESENVOLVIMENTO PRÉ-NATAL . (Forssberg, 1985; Thelen, 1986; Thelen e Ulrich, 1991; Zelazo, 1983) (Bradley e Bekoff, 1989).

Quais serão então os elementos que contribuem para a emergência da marcha na criança ?

No desenvolvimento da criança, certas unidades funcionais podem estar aptas a funcionar antes de outras do mesmo sistema, mas o conjunto necessita de esperar pela maturação e/ou operacionalização dos elementos mais lentos antes dum novo e mais refinado comportamento locomotor adequado ter lugar e poder ser controlado.

O desenvolvimento do controle postural e da coordenação motora são processos simultâneos, indissociáveis, interdependentes que se “alimentam” um ao outro e que se complementam ao longo de todo o “mega-processo” continuo do desenvolvimento neuromotor.

Quais serão os factores limitativos ou inibidores da emergência da marcha antes dos 9/12 meses ?

Deve-se primariamente às (1) LIMITAÇÕES/CONSTRANGIMENTOS do CONTROLE do EQUILÍBRIO e possivelmente também às (2) LIMITAÇÕES do DESENVOLVIMENTO da FORÇA MUSCULAR e COORDENAÇÃO NEUROMUSCULAR necessária à evolução do peso e composição corporal (Forssberg, 1985; Thelen e colegas, 1989; Woollacott e Shumway-Cook, 1989 e 1995).

MARCHA AUTÓNOMA – exige o uso pleno de um conjunto de sistemas que coordenam e regulam os movimentos e simultaneamente o DESENVOLVIMENTO de um CONTROLE POSTURAL EFICIENTE que possibilite a transferência de peso entre os membros e assegure a manutenção da estabilidade dentro de uma base de sustentação mais pequena, instável e dinâmica face às variações/solicitações do meio envolvente



PRÉ-REQUISITOS para o êxito da marcha como comportamento locomotor (Woollacott e Shumway-Cook , 2001)


A) Padrão de “stteping” rítmico - bases para a evolução- É a que se desenvolve 1º e está já presente no RN de forma ainda limitada sendo refinada ao longo do 1º ano.

B) O controle do equilíbrio - controle postural dinâmico. O controle da estabilidade - pleno desenvolvimento sobretudo no final do 1º ano e inicio do 2º ano de vida.

C) A capacidade de modificar ou adaptar a marcha de acordo com as exigências e solicitações do meio – ADAPTABILIDADE - A adaptabilidade do controle postural a situações dinâmicas da marcha é refinada e aperfeiçoada nos primeiros anos, após o inicio dos primeiros passos de forma autónoma.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (3)

MARCHA: GÉNESE E EVOLUÇÃO (2)

Muitas das características estereotipadas da actividade locomotora são controladas a níveis medulares com circuitos de rede neurais estabelecidos ainda no período embrionário (Bradley e Bekoff, 1989).

Thelen, E. e colegas (1989, 1991) aplicaram o modelo dos SISTEMAS DINÂMICOS ao desenvolvimento neuromotor. Os sistemas de movimento auto-organizam-se ou tem características de auto-organização e auto-regulação permitindo que possam espontaneamente gerar padrões dos mais simples aos mais complexos consoante o desenvolvimento individual de cada sistema e o seu contributo especifico para o desenvolvimento integrado de todo o “META-SISTEMA”.
O padrão neuromotor que é responsável pelos movimentos rítmicos e alternados observados no stteping ou marcha automática do recém-nascido é inato (Forssberg, 1985) e semelhante ao padrão do "kicking" em decúbito dorsal.
O mecanismo gerador do “kicking” na posição de decúbito dorsal é também o responsável pelo padrão do “stteping” do RN e que já está presente in-útero quando o feto inicia os movimentos com os membros inferiores contra a barriga da mãe (ver imagem abaixo e filme do anterior post MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (2)
O kicking é um padrão que não exige a mesma força muscular a nível dos membros inferiores do que a força muscular necessária para o “stteping”, uma vez que os efeitos da força de gravidade estão muito minimizados no “kicking (Thelen e colegas, 1989 e 1984).
O “stteping das crianças não necessita de ser inibido, pois já representa a operacionalização de mecanismos de controle postural e motor que são os percursores dos mecanismos envolvidos no controle da marcha normal (Forssberg, 1985; Thelen e outros, 1984; Zelazo, 1983).
Por outro lado há uma semelhança entre os padrões cinemáticos dostteping neonatal e os da marcha no adulto.
Isto significa que os padrões primitivos responsáveis pelos movimentos in-útero parecem ser os percussores dos padrões neuromotores quer da "marcha automática"/stepping neonatal quer da marcha autónoma.
Numa perspectiva de desenvolvimento, a coordenação intra-membros desenvolve-se primeiro que a coordenação inter-membros, com os 1ºs movimentos nos segmentos proximais e posteriormente nos segmentos mais distais - desenvolvimento cefalo-caudal -

A coordenação inter-membros desenvolve-se, primeiro com padrões alternados e depois com padrões sincronizados (Stehouwer & Farel, 1984)

Os sistemas adaptativos para o controle postural dinâmico, organizado a níveis mais elevados do que os que controlam os padrões motores inatos, desenvolvem-se ao longo do tempo a partir de contextos de prática e experiências proporcionadas pelo meio envolvente (Forssberg, 1985)



A emergência da marcha autónoma é a expressão ou o resultado de um refinamento do controle do equilíbrio ainda mais eficiente, a partir da “rede neuro-muscular” anterior que era responsável pela primeira “marcha assistida” (Forssberg, 1985).

A emergência da marcha autónoma enquanto padrão neuromotor será desenvolvida mais à frente.

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

REVISTA JOSPT - ABR/2009



O Volume 39, No. 4 de Abril/2009 da revista Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy da secção do mesmo nome da American Physical Therapy Association (APTA) já está disponível online para os membros do Grupo de Interesse de Fisioterapia n Desporto da nossa Associação que tenham aderido.
http://www.jospt.org/


Aqui fica o indíce com os artigos mais importantes:



EDITORIAL - The Paralympic Movement: Addition by Subtraction
John A. Nyland
Effects of a 4-Week Exercise Program on Balance Using Elastic Tubing as a Perturbation Force for Individuals With a History of Ankle Sprains
KyungMo Han, Mark D. Ricard, Gilbert W. Fellingham
The Effects of Quadriceps Contraction on Different Patellofemoral Alignment Subtypes: An Axial Computed Tomography Study
Mei-Hwa Jan, Da-Hon Lin, Chien-Ho Janice Lin, Yeong-Fwu Lin, Cheng-Kung Cheng
Patella Fracture During Rehabilitation After Bone-Patellar Tendon-Bone Anterior Cruciate Ligament Reconstruction: 2 Case Reports
Sara R. Piva, Maj John D. Childs, Brian Klucinec, James J. Irrgang, Gustavo J. M. Almeida, G. Kelley Fitzgerald
Sports Participation and Humeral Torsion
Rod J. Whiteley, Karen A. Ginn, Leslie L. Nicholson, Roger D. Adams
The Relationship of Pain Intensity, Physical Impairment, and Pain-Related Fear to Function in Patients With Shoulder Pathology
Trevor A. Lentz, Josh A. Barabas, Tim Day, Mark D. Bishop, Steven Z. George
Application of Autocorrelation and Cross-correlation Analyses in Human Movement and Rehabilitation Research
Erika Nelson-Wong, Sam Howarth, David A. Winter, Jack P. Callaghan
Pigmented Villonodular Synovitis in a Military Trainee With Ankle Pain
J. Parry Gerber

terça-feira, 31 de março de 2009

MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (2)

MARCHA: GÉNESE E EVOLUÇÃO (1)


Os pré-requisitos relacionados com o desenvolvimento dos skills locomotores dependem de 8 subsistemas à luz teoria dos “sistemas dinâmicos. (Heriza, 1991)

1) Criação de “padrões centrais” de estruturas coordenativas que levam à actividade recíproca dos membros inferiores (actividade alternada dos flexores)

2) Desenvolvimento de actividade muscular recíproca dos extensores e flexores.

3) Força na musculatura extensora anti-gravítica para se opor à força de gravidade e controlar os segmentos num ambiente gravitacional

4) Mudanças no tamanho e na composição corporal.

5) Controle anti-gravítico da cabeça e tronco e cinturas (escapular e pélvica)na postura em pé.
6) Sincronização multisegmentar da anca, joelho e pé

7) Sensibilidade dos “inputs” visuais para reforçar os “inputs internos” (proprioceptivos).

8) Capacidade de reconhecer os requisitos para cada actividade e motivação da criança para realizá-la.


A organização neural básica e a “neurofunção” para a marcha/locomoção é controlada por um padrão motor gerado centralmente (“Central Pattern Generator-CPM) localizado quer a nível da Espinal Medula, quer a nível cortical . (Grillener, 1981)

O CPM organiza a activação e a sequência dessa activação, no tempo e no espaço, dos músculos envolvidos no controle postural do corpo em movimento (locomoção).


A génese da marcha

Vários autores atribuem as origens dos movimentos rítmicos da locomoção ao período embrionário nos primeiros estadios do desenvolvimento intra-uterino (Shumaway-Cook e Woollacott, 2001).

O neuropediatra holandês H.Prechtl (1984) mostrou que há movimentos exibidos pelos fetos com mais de 8/9 semanas que são similares aos que são observados nos recém-nascidos e nas crianças.

Alguns factos:
a) O feto humano apresenta já movimentos alternados das pernas durante a primeira metade do período gestacional.

b) Movimentos isolados das pernas e dos braços, foram observados em embriões com 9 semanas de gestação

c) Movimentos alternados das pernas, semelhantes ao usados na marcha neonatal, iniciam-se com as alterações posicionais que o feto sofre no interior do útero por volta da 14ª semana de vida gestacional. (Prechtl, 1984; De Vries e colegas, 1982)

d) Crianças prematuras (34 semanas de Idade Gestacional) têm padrões cinemáticos semelhantes às crianças de termo no padrão de marcha automática ou "stteping" .

As bases neurobiológicas da locomoção humana parecem estar presentes no nascimento, desde a diferenciação inicial da rede neural da espinal medula, à semelhança do que acontece com os outros animais. (Bradley e Bekoff, 1989)

Em baixo vemos um filme onde são notórios os movimentos fetais à superfície, com padrões alternados entre os membros inferiores. Estes são os padrões primitivos fundamentais e inatos que serão desenvolvidos, refinados e contextualizados na vida pós-natal

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MARCHA COMO PADRÃO NEURO-MOTOR (1)


MARCHA - CONCEITOS


A MARCHA constitui uma habilidade/capacidade essencial à autonomia funcional das pessoas ao longo de todo o ciclo de vida.
Analisar e compreender os diferentes pré-requisitos, condições, constrangimentos e factores envolvidos numa marcha autónoma é essencial para qualquer Fisioterapeuta que lida com pacientes desde a criança até ao adulto sénior.


A Marcha autónoma exige a activação sincronizada e coordenada um padrão complexo de sinergias neuromusculares e tónico-posturais em diferentes segmentos corporais que resulta num controle eficiente e seguro do corpo todo em movimento


É um competência/habilidade complexa, interdependente com outras capacidades neuromotoras relacionadas com a interacção entre sistemas perceptivos, sistemas de acção (movimento) / sistemas energéticos e processos cognitivos (mentais).

No desenvolvimento da marcha, há 3 requisitos que emergem sequencialmente durante os primeiros anos de vida (Thelen e colegas, 1990 e 1991)

1) FORÇA MUSCULAR necessária e adequada para suportar o corpo em crescimento

2) ESTABILIDADE DINÂMICA para compensar, (re)equilibrar as mudanças do meio, as transferências de peso/carga e as alternâncias dinâmicas de equilíbrio.

3) CAPACIDADES DE ADAPTABILIDADE da POSTURA e MARCHA aos diversos tipos de ambientes/pisos/solicitações do meio que é variável e por vezes imprevisível .


Características essenciais do padrão de marcha (adaptado de Gage ,1991)

1) Estabilidade/controle dinâmico em carga/transferência de peso adequada;

2) Levante suficiente do membro inferior (pé/perna e coxa) na fase oscilante e coordenação intersegmentar eficiente;

3) Posição adequada do membro inferior em toda a fase de apoio - apoio plantar fundamental -;

4) Comprimento do passo adequado;

5) Conservação de energia;


Analisar/avaliar a marcha de uma criança a dar os primeiros passos, ou de um paciente a recuperar a função de locomoção após um período de imobilização/inactividade ou de uma pessoa idosa, segue princípios e estratégias comuns, para além de serem reveladores das competências adquiridas e das eventuais dificuldades ou desvios ao padrão considerado funcional.


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OSTEOARTROSE (1)

OSTEOARTROSE (1) - Conceito e Classificação



É uma doença degenerativa crónica sendo a mais frequente afecção articular com implicações funcionais. Afecta mais as articulações sujeitas a cargas (membro inferior e coluna) internas e externas

A osteoartrose (OA) é classificada em (Whiting, W.C & Zernicke, R.F. 1998):

1) Primária ou idiopática;

2) Secundária, como resultado de outra condição prévia como um traumatismo/fractura, alterações do alinhamneto biomecânico ou desordens metabólicas


OA Primária

domingo, 29 de março de 2009

LOMBALGIAS NO VOLEIBOLISTA (3)


LOMBALGIAS EM ATLETAS DE COMPETIÇÃO DE VOLEIBOL

Estudo epidemiológico a nível nacional

Silva, L.C.; Oliveira, R.; Cabri, J. Comunicação apresentada no V Congresso Nacional de Fisioterapeutas, 2002


ABSTRACT

INTRODUÇÃO: As lombalgias representam 8% das lesões/disfunções no voleibolista, tendo tendência para deixarem sequelas e levarem à recorrência numa parte dos casos

OBJECTIVOS: Determinar a prevalência anual de lombalgias e sua distribuição em voleibolistas de competição a nível nacional; Determinar o padrão de ocorrência das lombalgias nesta mesma população e caracterizar o impacto e o efeito das lombalgias na prática do desporto.



METODOLOGIA:
Tipo de estudo: de levantamento epidemiológico a nível nacional, descritivo, retrospectivo e transversal (recolha de informação num único momento)
População/amostra/Instrumento: atletas de voleibol com mais de 15 anos de idade a disputarem campeonatos distritais e nacionais responderam a um questionário de auto-resposta (Oliveira, 1999) previamente validado. Foram distribuidos 738 questionários em clubes de todo o território nacional, incluindo ilhas, e recebidos 255 (34,6% taxa de resposta).
Amostra = 255 voleibolistas sendo 145 raparigas e 110 rapazes (57% / 43%). Média = 20 anos e DP = 4,1 Prática semanal média = 8,6 h e DP =2,1 h

RESULTADOS:
Prevalência anual = 59,2 % ; Prevalência cumulativa ao longo da vida = 72,9%

Subgrupos mais afectados: Idade (25-29 anos) 73,1% ; Anos de prática (> 11 anos) - 73,1% Posição no campo (atacante) - 75,4%

Gravidade das lombalgias/Tempo de resolução: 82,1% - alivia na 1ª semana, mas 17,6% - demora mais de 1 semana a aliviar.
Causas: indirectas (88,1%) e
traumáticas (11,3%)
Evolução dos sintomas: 13,2% - nunca mais sentiram dores MAS 86,8% - voltaram a sentir dores ao longo do ano com impacto no desempenho da prática: 28% no ataque/remate e 22% no serviço e corrida
Intensidade e recorrência das dores lombares aumentam significativamente com o aumento do tempo de exposição (mais anos de prática e mais carga horária semanal).


CONCLUSÕES:
Quase 6 em cada 10 voleibolistas referiram dores lombares, sendo os mais afectados os que praticam mais e há mais tempo e os atacantes. São necessários estudos longitudinais para uma análise mais adequada de causa-efeito entre factores de risco e aparecimento de lombalgias.

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LOMBALGIAS NO VOLEIBOLISTA (2)


LOMBALGIAS NOS VOLEIBOLISTAS (2)


As lombalgias são mais que uma disfunção meramente física ou mecânica, e na sua análise e compreensão é necessário ter em conta as suas diferentes dimensões - biomorfológica, funcional e biomecânica, psicossocial e sociodesportiva.



As lombalgias são a expressão de um cruzamento e interdependência de factores de risco que derivam de cada uma das vertentes anteriormente mencionadas, ou seja, este fenómeno resulta da interacção e combinação de factores de risco que são multidimensionais e não actuam isolados.


Então que factores e mecanismos estarão associadas às lombalgias nos atletas em geral e nos voleibolistas em particular ?
* Práticas desportivas precoces para a capacidade física dos atletas, são um factor determinante para o desencadear das lombalgias.

* Práticas de elevada intensidade e cargas físicas muito repetidas e/ou muito pesadas predispõe a ocorrência de lombalgias (Balagué, 1988 ; Salminem, 1994 e 1996; Sward, 1992 ; Kujala, 1996.)

* Hipermobilidade da coluna vertebral por repetição exaustiva de determinados gestos (de forma a aumentar a mobilidade e a melhorar a prestação motora) é também um factor de risco especialmente em jovens praticantes, em fase de crescimento.

* Alterações posturais estáticas e dinâmicas da coluna vertebral também podem ser um factor predisponente para o aparecimento de lombalgias (Salminen, 1992), assim como;

* Variáveis antropométricas como o tamanho/envergadura e assimetria do tronco (Nissinen et al , 1994).

* Factores psicossociais relacionados com o stress da competição, a ansiedade e até mesmo com a desmotivação (Balagué et al, 1988 e 1995)

* Predisposição familiar (Salminen, 1984 ; Balagué et al 1992 e 1995) e/ou genética que não poderia deixar de ser considerados como factores associados à manifestação deste fenómeno.



- Relacionado com a prática do voleibol podem-se também distinguir situações específicas que podem contribuir para o despoletar da condição:

* alterações bruscas (quer a nível qualitativo quer a nível quantitativo) de intensidade, duração, frequência de treino.
* técnicas e gestos executados incorrectamente; predominância de gestos assimétricos; movimentos combinados muito rápidos; movimentos de torsão /rotação;
* situações de stress, ansiedade e até agressividade a que os atletas são submetidos e
A reduzida resistência muscular dos abdominais (Salminen, 1984 e 1992) e dos extensores da coluna (Salminen, 1992) e a diminuição da força muscular e tónus postural de suporte foram também considerados como um factor de risco.

Os períodos de crescimento rápido nos adolescentes são também um factor de risco predisponente para a ocorrência de lombalgias (Fairbank e colegas, 1984 ; Harvey e Tanner, 1991 ; Micheli, 1995).


Olsen e colegas (1992) e Burton (1996) apontaram a idade de 15 anos como ao período em que a ocorrência de lombalgias aumentavam significativamente.


O desfazamento no ritmo de crescimento das estruturas esqueléticas em relação às estruturas musculo-tendinosas e aponevróticas nos jovens na fase de crescimento, levam à adopção de posturas lordóticas por retracções da fascia dorso-lombar e dos músculos posteriores da coluna lombar e coxa (hamstrings) provocando sobrecarga e situações de stress nas articulações interapofisárias posteriores, levando à ocorrência de lombalgias.


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sábado, 28 de março de 2009

LOMBALGIAS NO VOLEIBOLISTA (1)



LOMBALGIAS NOS VOLEIBOLISTAS

As lombalgias representam 8% das lesões/disfunções no voleibolista, tendo tendência para deixarem sequelas e levarem à recorrência numa parte dos casos (Lindner & Ferreti, 1996)


Oudot et al (1982) estudaram atletas de alta competição que sentiam lombalgias como resultado de sobrecarga da região lombo-sagrada muito solicitada em gestos como o serviço/remate ou o bloco.


Bartolozzi et al (1991), num estudo com 45 atletas voleibolistas profissionais , verificaram que 44% apresentavam discopatias.
Schafle et al (1990) concluíram que as disfunções na zona lombar contabilizaram cerca de 14,2% para o total das lesões ocorridas, embora nenhuma destas tenha demorado mais que um dia a recuperar e tendo todas elas ocorrido por sobrecarga.
Concluíram também que 58% das lesões estavam directamente relacionadas com gestos específicos do voleibol (serviço/remate, bloco, posição defensiva).


Aagaard & Jorgensen (1996), revelaram que as queixas lombares foram a 5ª lesão/disfunção mais comum que afectava os voleibolistas, embora fosse a lesão com melhor prognóstico a curto prazo em termos de recuperação. Concluíram também, que o gesto do remate e do bloco eram os gestos que mais risco implicavam e, que nos últimos 10 anos e em comparação com um estudo idêntico realizado nessa altura, as lesões de sobrecarga passaram de 16% para 47%.

A necessidade de hiperextensão da coluna lombo-sagrada com rotação associada, inerente a esses gestos intensamente repetidos, poderão causar quer lesões agudas quer lesões por sobrecarga, à semelhança do que acontece em gestos com padrões motores similares de outras modalidades (serviço/smash no ténis, remate no andebol, movimentos de hiperextensão com rotação na ginástica, judo, golfe são alguns dos exemplos).
Rever post anteriores DISFUNÇÕES LOMBARES NO GOLFISTA (1) (2) (3) (4) e LESÕES NOS TENISTAS (4) (3)

As elevadas exigências colocadas à coluna lombo-sagrada e tronco como eixo central da cadeia cinética de movimento combinadas quer com défices de flexibilidade, quer com alterações do controle neuromuscular dos estabilizadores vertebrais (músculos profundos - tranverso do abdómen e multifidus) podem originar alterações estruturais e funcionais na coluna lombar (p.ex discopatias, síndrome das facetas, instabilidade vertebral dinâmica) com repercussões mesmo nas actividades de vida diária.


Estes mecanismos assimétricos e repetidos podem originar lombalgias não especificas ou de natureza mecânica (condição benigna) ...mas que podem dar incapacidade funcional devido à dor e às alterações funcionais (espasmos, contracturas, posições anti-algicas e medo do movimento).

Raul Oliveira, Fisioterapeuta
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MASSAGEM DO BEBÉ (4)


MASSAGEM DO BEBÉ - O PODER DO TOQUE


A ausência de contacto físico na infância conduz ao aparecimento de problemas fisiológicos e de comportamento, a curto e a médio prazo.

Um estudo mostrou que os bebés prematuros que receberam massagens regulares aumentaram em mais 47% o seu peso em relação aos do grupo de controle.

Os bebés prematuros que receberam massagem enquanto estiveram no hospital continuaram a apresentar maior aumento de peso e melhor capacidade de desenvolvimento, oito meses depois das massagens.

O isolamento táctil a que muitos bebés prematuros são submetidos nas unidades de cuidados intensivos pode atrasar a sua recuperação. A massagem estimula o seu desenvolvimento, o que irá permitir-lhes saírem mais cedo do hospital.

O contacto táctil parece aumentar a actividade vagal, reforçar as reacções imunológicas e a modelar as hormonas suprarrenais do stress.

O incremento das actividades vagais durante a massagem pode provocar um aumento das hormonas responsáveis pela absorção do alimento como a insulina, e a isso se pode atribuir em parte o aumento notável de peso que apresentam esses bebés.

A massagem pode ajudar o pai ou a mãe a sentirem-se mais sensíveis, responsáveis e unidos ao recém-nascido.

O bebé está programado para dialogar. O toque é dialogo, o bebé fala com e através do corpo. Há que decifrar/ entender a sua linguagem verbal e não verbal .
Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
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quinta-feira, 26 de março de 2009

MASSAGEM DO BEBÉ (3)






MASSAGEM DO BEBÉ - BENEFÍCIOS




A massagem para bebés apresenta diversos benefícios para pais e bebés tais como:



Facilitar o alívio das cólicas


Aumentar o vínculo pais/bebé


Facilitar o sono do bebé


Diminuir a ansiedade dos pais/bebé


Facilitar a circulação sanguínea


Equilibrar o sistema imunitário


Relaxar e tonificar


Estimular sensorial (cinco sentidos)


Promover a segurança parental


Ajudar na aprendizagem acerca das necessidades e desejos do bebé






O conhecimento do bebé e das suas capacidades tem vindo a ser mote de grande investigação nos últimos tempos.
Vários estudos demonstram que as massagens podem relaxar os bebés tornando-os mais saudáveis. Além disso melhoram os padrões de sono, ajudando os bebés a dormir e durante mais tempo.
Podem igualmente acalmar os bebés mais agitados e até ajudar a digestão e a evacuação
Mas o mais importante de tudo é que as massagens podem intensificar os laços emocionais e os vínculos afectivos

Até ao mês de idade o bebé necessitará apenas de uma massagem simples, passando a mão pelo rosto, tronco, braços e costas até que ele se adapte, depois dessa altura então sim, ele gostará de uma massagem mais elaborada.
A massagem pode ser dada em qualquer altura do dia de acordo com as preferências do bebé e da família.
Os bebés preferem umas massagens em relação ás outras, o importante é ir conhecendo o seu bebé e os seus gostos.
Este é um momento mágico, por isso deve ser um tempo de prazer e de bem estar para ambos.

Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508
anaxfonseca@gmail.com

quarta-feira, 25 de março de 2009

MASSAGEM DO BEBÉ (2)


MASSAGEM DO BEBÉ

Cada bebé é único, quando ele vem ao mundo trás consigo a sua história, as suas memórias desde a concepção ao tempo que passou no ventre materno, o seu nascimento.
São os pequenos gestos do dia a dia que lhe vão transmitir toda a segurança e amor que ele necessita.
As actividades do bebé como amamentar, dar banho, mudar a fralda, brincar devem ser momentos de prazer, diálogo e conhecimento mutuo

Desde os primeiros momentos de vida, ainda no despertar e na descoberta de todos os sentidos o bebé responde ao toque de uma forma muito natural e instintiva. Talvez seja através do toque que o seu bebé melhor a/o conhece.

A Massagem é uma das maneiras mais bonitas de tocar mas também uma forma de acarinhar e mimar e sobretudo de estabelecer laços afectivos.

A Massagem ao bebé pode proporcionar muitos benefícios para a sua saúde, além de um tempo de qualidade e de interacção único entre si e o seu bebé.

A Massagem ajuda a que comuniquem melhor ente si e que criem uma ligação mais forte e duradoura.

Desfrute este momento de contacto/ dialogo com o seu bebé.


Alexandra Oliveira, Fisioterapeuta em Saúde Infantil
Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508
anaxfonseca@gmail.com

segunda-feira, 23 de março de 2009

ARTIGO DO MÊS (13/2009)

Correlation between proprioception, muscle strength, knee laxity, and dynamic standing balance in patients with chronic anterior cruciate ligament deficiency


Lee, H. M.; Cheng, C. K.; Liau, J. J.
The Knee (2009), Feb 22


ABSTRACT

Proprioception and muscle strength are both reported to influence single-limb stance balance in patients with chronic anterior cruciate ligament (ACL) injuries. However, the effects of these parameters on dynamic stance balance in such patients are currently unknown.


This study was undertaken to ascertain whether proprioception, muscle strength, and knee laxity are correlated with dynamic standing balance in patients with ACL deficiency.

Ten young men with unilateral ACL deficiency participated in this study. The mean time interval from the injury to the study was 12.8 months. Knee laxity measurements, passive re-positioning (PRP) and threshold for detection of passive motion (TTDPM) proprioception tests, quadriceps and hamstring muscle strength tests, and dynamic single-limb balance tests were performed for both injured and uninjured limbs. Significant differences between the injured and uninjured sides were observed for all test parameters.

As independent variables, knee laxity, PRP proprioception, and muscle strength did not correlate with dynamic standing balance for the injured limb. However, a significant positive correlation (P<0.05)>.

KEY-IDEA: To improve dynamic single-limb stance balance in patients with ACL injuries, training in TTDPM proprioceptive ability is recommended as the most important initial approach for such patients.

Snyder-Mackler et al. (1997) found no correlation between the magnitude of passive knee laxity after ACL injury and functional outcome. Knee joint laxity is therefore not likely to serve as a good predictor for balance control and functional outcome.

Rehabilitation programs that improve TTDPM proprioceptive ability, therefore, represent the most important approaches to improving dynamic single-limb stance balance in patients with chronic ACL injuries.

A ESTABILIDADE DINÂMICA FUNCIONAL RESULTA da INTERACÇÃO ENTRE FACTORES NEUROMUSCULARES e FACTORES BIOMECÂNICOS operacionalizada em PADRÕES MOTORES EFICIENTES E SEGUROS.
É MUITO MAIS DO QUE APENAS A ESTABILIDADE ARTICULAR PASSIVA e não deve SER REDUZIDA A ESTA.

Esta é uma ideia chave que em todos os momentos da reeducação funcional um Fisioterapeuta deve aplicar.
Raul Oliveira, Fisioterapeuta
R`Equilibriu_us, Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508 / 917231718
Faculdade de Motricidade Humana

sábado, 21 de março de 2009

TENDINOPATIA PATELAR (6)


TENDINOPATIA PATELAR
INTERVENÇÃO

O tratamento das tendinopatias exige a análise quer de diversos factores intrínsecos ao atleta/sujeito quer de factores extrínsecos que podem contribuir para a manutenção dos sinais e sintomas por largos períodos de tempo levando à cronicidade com instalação de alterações tecidulares/estruturais e funcionais difíceis de resolver.
Não há tratamentos milagrosos, particularmente para as situações que se prolongam no tempo onde já há uma tendinosis (alterações degenerativas intratendinosas de carácter não-inflamatório, com desorganização das fibras, hipocelulariedade, necrose local ou calcificação) que representa nos casos mais graves alterações na estrutura do tendão patelar. Qualquer tratamento para ter sucesso deve-se dirigir às causas directas e não apenas tratar os sintomas (in post de 9 de Jan/2009 - TENDINOPATIAS - INTERVENÇÃO)
Princípios gerais de intervenção
a) Nas fases agudas o repouso das actividades que desencadeiam os sintomas - saltos, corridas, posturas com flexão dos joelhos e em carga - deve ser respeitado. O REPOUSO do tendão É O MELHOR ANTI-INFLAMATÓRIO (nos primeiros 5/7 dias). Modificação da actividade/ respeito pela dor (Pain-free activities).
b) Repouso selectivo / Meios de protecção selectiva - ver imagens abaixo.



Paciente com tendinopatia patelar bilateral crónica onde à direita foi colocada apenas uma banda de dispersão de forças e à esquerda por ter sofrido um período de agudização foi colocada uma ligadura funcional com o objectivo de baixar a patela, aliviando as forças de tensão sobre o Tendão patelar.



c) frio/gelo local - arrefecimento durante 5/10 minutos mas que pode ser repetido várias vezes ao dia (cada 2/3 horas).

d) Normalização da mobilidade/estabilidade articular - recuperar gradualmente a função, após a fase aguda. Exige um conhecimento aprofundado da biomecânica regional. Está indicado uma avaliação do alinhamento biomecânico do pé/perna/joelho/Anca e o despiste de assimetrias posturais à distância (p.ex bacia/Articulação sacro-ilíaca)

e) Meios terapêuticos electrofísicos (nem sempre há evidência cientifica sobre a aplicação de alguns destes meios e são por vezes os únicos usados pelos diferentes profissionais). É claramente insuficiente os tratamentos baseados exclusivamente nestes meios.

f) Programa de exercícios terapêuticos com fortalecimento excêntrico (exercícios a favor da gravidade) das estruturas músculo-tendinosas afectadas (após a fase aguda) + Estiramentos graduais.

http://eccentric-exercises.blogspot.com/ - blog especifico dedicado a este tema onde há um testemunho sobre a história e a evolução natural desta patologia face aos diversos tratamentos efectuados


Exercício de fortalecimento excêntrico para os extensores do joelho. É necessário despitar problemas na articulação femuro-patelar


g) Ensino de exercícios e cuidados a ter diariamente. O tratamento das tendinopatias do Tendão Patelar, sobretudo as crónicas onde já há alterações tecidulares (tendinosis ver post de Jan/2009 TENDINOPATIAS - FISIOPATOLOGIA (1)) é necessário que o programa de exercícios seja o adequado para induzir as alterações estruturais, funcionais e biomecânicas do tendão.

ISTO REQUER MOVIMENTO, FUNÇÃO, CARGAS PROGRESSIVAS E .... TEMPO.

Não se espere resultados imediatos. Pode levar de 8 a 12 semanas e mesmo assim poder não ser suficiente.



h) Infiltrações sobre o Tendão Patelar são contraindicadas na esmagadora maioria das vezes (para não dizer nunca).

i) Cirurgia (para os casos mais graves como roturas totais eeventualmente para os casos crónicos sem resultados nas diversas terapias tentadas).

Raul Oliveira, Fisioterapeuta
R`Equilibriu_us, Gabinete de Fisioterapia
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309 984 508 / 917231718
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Faculdade de Motricidade Humana

quinta-feira, 19 de março de 2009

TENDINOPATIA PATELAR (5)

TENDINOPATIA PATELAR - Diagnóstico Diferencial

• Patela bipartida congénita
• Fracturas por avulsão da Tuberosidade Anterior da Tíbia
• Sindrome femur-patelar/Instabilidade patelar
• Sindrome da plica sinovial
• Osteocondrite dissecante do Joelho
(Rx abaixo)

• Lesões osteocondrais e/ou lesões Degenerativas
• D. Osgood-Schlatter (ver imagem em baixo) e D. Sinding- Larsen- Johansson (nos jovens) -
• Lesões articulares (meniscais e/ou capsulo-ligamentares)
• Bursites/”fat pad”syndrome

• Dor irradiada Vs Idade e forma de aparecimento: disfunções da coluna lombar, bacia e/ou anca: epifisiólise; Legg Perthes.

Poderá ser necessário o estudo imagiológico complementar, de acordo com as suspeitas principais, mas o diagnóstico nunca é exclusivamente baseado nas imagens/exames.

Raul Oliveira, Fisioterapeuta
R´Equilibri_us - Gabinete de Fisioterapia
Av. D. João I, nº 8, Oeiras
309 984 508 /917231718
raulov@netcabo.pt
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